Retrospectiva 2016, um ano difícil

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Aquarius, Brexit, ciclovias, Eduardo Cunha, delações, eleições, estupro coletivo(?!), feminismo, grampos irregulares, golpe, ocupações, Odebrecht, Olimpíada, Panama Papers, Papa Francisco, Pokémon Go, refugiados, Renan Calheiros, terrorismo, trans, Trump, Uber, vaquejadas, WhatsApp, zika… com tudo, com tudo, difícil dizer que foi um ano bom, as nuances são muitas e dependem do ângulo de quem vê. No mundo do futebol, de modo geral, o sujeito diz que foi bom se seu time levou algum título, mas a coisa é bem mais complexa.

Inegável que 2016 tenha ficado marcado pela tragédia com a Chapecoense, em que o vôo da equipe caiu por falta de combustível e excesso de ganância, gerando 71 mortos, uns tantos feridos e milhões desolados pelo mundo. Mas também pode ter ficado marcado pelo abraço que Dona Alaíde, mãe do goleiro Danilo morto no acidente, deu no repórter Guido Nunes, do SporTV, que a entrevistava para consolá-lo, em gesto de incrível solidariedade e força.
DonaAlaide
Ao longo do ano também nos deixaram os craques Johan Cruyff; o capita Carlos Alberto Torres, aos 72 anos; Mário Sérgio, no acidente aéreo “da Chape”; e outros menos conhecidos, como o ex-jogador do Coritiba, Reginaldo Araújo, de 38 anos; o garoto Sergiano Henrique, de 18 anos, zagueiro das categorias de base da Ponte Preta; Lucas, zagueiro da equipe sub-17 da Portuguesa; Bernardo Ribeiro, atleta da Friburguense (RJ), de apenas 26 anos, disputando uma partida amadora; Sascha Lewandowski, ex-técnico do Bayer Leverkusen, de apenas 44 anos; o ex-jogador Daniel Prodan, destaque da Romênia na Copa de 94, aos 44 anos; o ex-zagueiro costa-riquenho Gabriel Badilla, aos 32 anos; o ex-goleiro Solitinho, integrante da Democracia Corintiana, aos 56 anos; além do ex-presidente da Fifa, João Havelange, aos 100 anos.

Não sofreram menos perdas o mundo do cinema, da música, da política, de outros esportes, da televisão, da literatura… e dos ‘anônimos’, esses sim heróis do cotidiano.
2017 Calender on the red cubes
No campo esportivo, caíram alguns tabus longos e o Palmeiras venceu um Brasileirão depois de 22 anos, o Grêmio, que não conquistava um título relevante há mais de 15 anos, levou a Copa do Brasil e nossa seleção masculina de futebol finalmente ganhou uma medalha de ouro olímpica. Fora de campo algumas mudanças como o “alongamento” da Libertadores; pela escolha, finalmente, de uma mulher para comandar o futebol feminino brasileiro, Emily Lima e pela decisão de tentar utilizar tecnologia para melhorar o desempenho das arbitragens. Tite também trouxe um novo alento ao nosso futebol, em contraposição ao que tínhamos com Dunga, dentro e fora de campo.

No apagar das luzes, 2016 nos testa novamente com a notícia de que agora foi um time amador de Uganda, no último domingo, em um barco que naufragou e deixou até o momento, nove mortos e 21 desaparecidos. A equipe se dirigia ao distrito de Hoima para uma partida comemorativa pelo Natal.
TimeUganda
E o ambulante Luís Carlos Ruas, espancado até a morte ao tentar defender morador de rua homossexual…

Vamos torcer por 2017!

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.