Fazendo Música, Jogando Bola – Choramos por Bowie, sorrimos com Wendell

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O atraso na publicação da coluna Fazendo Música, Jogando Bola, de Fila Benário, que você vê por aqui todo dia 15, é culpa exclusiva deste blogueiro, que estava viajando pelo Uruguai (em breve alguns relatos futebolísticos sobre a viagem), curtindo suas merecidas férias. Demorou, mas chegou o que você queria, curta!

Choramos por Bowie, sorrimos com Wendell
DavidBowie_WendellLira
Fala Galera, Fila Benário na área.

Primeiramente desejo a todos um 2016 de muita paz e luz para todos, afinal precisamos sorrir mais e ser feliz.

Em menos de cinco dias nós sorrimos com a bola e choramos com a música. Na noite do dia 10 de janeiro, o cantor e grande ícone da música mundial, David Bowie, se despediu de nós aos 69 anos de idade, após travar uma batalha de 18 meses contra um câncer.
DavidBowie
David Bowie durante a turnê do disco “Ziggy Stardust”

Bowie foi e sempre será um grande gênio musical, um homem à frente do seu tempo e sempre prenunciou tendências musicais. Ele que começou a carreira em 1964 fazendo um folk rock semelhante a artistas como Bob Dylan, na década de 70 caiu de cabeça nas guitarras e explorou a temática do glam rock e lançou obras fundamentais para o gênero, como The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972), Diamond Dogs (1974), sendo esse último um álbum que influenciaria muito outro movimento musical que iria surgir mais tarde, o Punk Rock.

Rebel Rebel

Depois o britânico David Bowie se mudou para os Estados Unidos e flertou com a soul music e lançou o dançante Young Americans (1975), e logo em seguida se mudou para Berlim e lançou a trilogia de discos eletrônicos mesclados com Rock: Low (1977), Heroes (1978) e Lodger (1979).

Enquanto chorávamos a morte desse ícone que abalou as estruturas da música, no dia seguinte, dia 11 de janeiro, nós brasileiros tivemos o privilégio de ver as nossas lágrimas se tornarem um largo sorriso, e recuperamos aquele velho orgulho perdido. O jovem Wendell Lira de 26 anos, jogador da terceira divisão do futebol brasileiro, estava concorrendo ao prêmio Puskas, dado ao gol mais bonito do ano, ao lado de ninguém mais, ninguém menos que Lionel Messi.

FIFA Puskas Award 2015: Wendell Lira Goal

Com 46,7% dos votos, Wendell foi o campeão. O garoto parecia não acreditar, um jovem jogador brasileiro, que no momento estava sem clube, ganhava um importante título em cima daquele que seria eleito logo em seguida, pela quinta vez, o melhor jogador do mundo.

O emocionado discurso de Wendell no qual citou a passagem bíblica de Davi e Golias, emocionou a todos os presentes na cerimônia e deu um facho de esperança para todos nós a nunca desistirmos dos nossos sonhos.
WendellLira
Wendell Lira recebendo o seu prêmio emocionado

David Bowie completou a sua jornada e se foi descansar no planeta de onde veio.

O jovem Wendell Lira, nos provou que quem espera e luta, sempre alcança.

Para esses dois “Heróis” encerro a emocionada coluna de hoje, a primeira de 2016, com mais emblemática e bela canção de Bowie.

Heroes

Heroes, lançada no álbum homônimo de 1978 gravado em Berlim, conta a história de um casal separado pelo muro de Berlim, construído entre a Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental, e a vontade e o desejo de estarem juntos novamente. Mas o fortíssimo refrão:

Nós podemos ser heróis
Nós podemos ser heróis
Nós podemos ser heróis
Só por um dia
Nós podemos ser heróis

É uma mensagem para todos nós.

Obrigado Heróis.

Fila Benário ou Vinícius Vieira de Oliveira (como é menos conhecido) é estudante de Jornalismo da FAPSP e entre uns goles de Sprite, um Rock bem pesado e o seu amor incondicional pelo Coringão, mantém o blog musical Fila Benário Music.

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.

#futebolemusica