Copa do Brasil 2015: um título da torcida do Palmeiras

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Título
Os jornais de amanhã dirão que o Palmeiras sagrou-se tricampeão da Copa do Brasil, mas na verdade esse título é da torcida. Não me refiro apenas ao fato de que os palestrinos abraçaram o time ao longo de toda a temporada, fazendo a maior média de público, enchendo os cofres do clube e incentivando do início ao fim de cada jogo. A conquista foi literal, eu estava lá e vi e ouvi cada detalhe.

Logo no começo, um dos torcedores gritou para Barrios que Gabriel Jesus estava livre e o paraguaio lançou a revelação do Brasileirão para chance clara de gol; outro guiava Matheus Sales (monstro) na perseguição a Lucas Lima; outros davam uma força à João Pedro e depois à Lucas Taylor, na fervura da final. Alguém pode achar que o mérito dos gols foi de Dudu, mas foi a torcida que distraiu os marcadores, assim como Jackson e Vitor Hugo tiveram noite (quase) perfeita apenas porque Gabigol, Marquinhos Gabriel e Geuvânio ficaram desnorteados com as 40 mil vozes do Allianz. Aliás, como você acha que Marquinhos Gabriel escorregou na cobrança do pênalti? Cada grito, cada lançamento, chute, defesa, cabeceio, foi feito sob o comando e a orientação da apaixonada torcida esmeraldina.

Mosaico em 3D, bandeirolas, faixas, cânticos, show de fumaça, sinalizadores (fora do estádio), corredor alviverde e incentivo do início ao fim da jornada esportiva da final. Conquista de lateral era como se fosse gol, divididas com mais força, bolas sopradas para fora e até alguns reservas com pouca moral foram aplaudidos.

Tive a oportunidade de presenciar um espetáculo lindo e inesquecível, que fez do Santos um peixe fora d´água!
PeixeForaDagua

Tabu
Em 1976 o Palmeiras conquistou seu último título antes da fila. Dudu, tio de Dorival Jr., comandante do Santos, rival na disputa final, era o técnico. Depois disso, vieram a “era Parmalat” e alguns poucos títulos esparsos. Nessas quase quatro décadas, apenas Vanderlei Luxemburgo e Felipão conseguiram conquistar títulos pelo Palmeiras, com a honrosa exceção de Murtosa, na Copa dos Campeões, em 2000.

Marcelo Oliveira aumenta sua coleção de conquistas e se une ao grupo de treinadores vencedores pelo Verdão.

Revanche
Na primeira partida da final do Campeonato Paulista, o Palmeiras jogou melhor, venceu por 1 x 0 e Dudu perdeu um pênalti. Na partida da volta o Santos jogou melhor, venceu por 2 x 1 e levou a disputa do título para os pênaltis, quando foi campeão.

Na primeira partida da final da Copa do Brasil, o Santos jogou melhor, venceu por 1 x 0 e Gabriel perdeu um pênalti. Na partida da volta o Palmeiras jogou melhor, venceu por 2 x 1 e levou a disputa do título para os pênaltis, quando foi campeão.

Levou nove meses, mas levou um título de mais valor e, de quebra, uma vaga na Libertadores.

Máscara
Não acredito em lei do retorno, justiça divina, nada disso… mas a soberba de Ricardo Oliveira aumentou a torcida contrária ao Santos. O pastor tá uma máscara!
OliveiraMascara

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