Barba, Cabelo & Bigode

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Projeto em fase de captação de recursos via financiamento coletivo.

Da desobediência civil em plena ditadura militar ao 7X1: Afonsinho, Caju e Nei Conceição falam tudo no documentário Barba, Cabelo & Bigode.

Virou senso comum: hoje em dia não se encontra quem não se refira à FIFA e à CBF sem desconfiança ou hostilidade. Até os mais sóbrios editoriais dos veículos de grande circulação não economizam na hora de denunciar os desvios e os desmandos dessas entidades.

Evidentemente, o fato de alguns dos seus dirigentes estarem presos ou exilados facilita a tarefa…

As jornadas de junho de 2013 no Brasil tiveram como motivação inicial, em considerável medida, a realização dos megaeventos esportivos que, como já acusavam os protestos de rua, não trouxeram nenhum benefício ao conjunto da população. Fatalmente, as Olimpíadas do ano que vem, no Rio de Janeiro, caminham para o mesmo resultado.

Não foi por falta de aviso que o futebol brasileiro veio a se encontrar no estágio atual. O roteiro do 7X1 já estava sendo escrito há tempos, e já havia quem discordasse dos rumos do enredo. (Mesmo a despeito do perigo das suas circunstâncias – históricas, no caso). Sob intervenção, o futebol da virada dos anos 1960/70 beneficiava apenas a imagem pública dos generais e a cartolagem que se dispusesse a colaborar com o regime. O que, diga-se, não era nenhum sacrifício para os envolvidos.

Portanto, para se entender o presente, é preciso ouvir as vozes do passado. Principalmente aquelas que nunca se calaram.

No momento mais repressivo da ditadura militar, Afonsinho, Paulo Cézar Caju e Nei Conceição optaram pela desobediência civil. Tanto dentro como fora de campo. E pagaram por isso um preço enorme, do qual nunca se arrependeram. A coerência que cada um mantém para com a sua respectiva trajetória dissidente fala por si.
BarbaCabeloBigode
E é essa a matéria que o documentário Barba, Cabelo & Bigode aborda, através de uma narrativa que privilegia os depoimentos em primeira pessoa dos seus protagonistas. Além dos depoimentos de Afonsinho, Caju e Nei, os músicos Gilberto Gil, Moraes Moreira e Jards Macalé também comentam sobre os amigos com quem privaram quando eram profissionais dos campos. (No filme, Gil executa e fala sobre a composição da clássica “Meio de campo”, em homenagem a Afonsinho.) Flagrantes atuais do trio de craques, o seu acervo pessoal de fotos, documentários consagrados de futebol e filmes de arquivos também consistirão em boa parte do material visual deste longa-metragem.

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