Uma bola para o menino sírio – Por Ricardo Roca

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Esse blog surgiu para falar sobre futebol, sobre arte, sobre as coisas bonitas desse esporte, sobre a vida. Só que quando falamos da vida, não dá pra fingir que não existem problemas e logo foi possível identificar que o potencial mobilizador do futebol seria um ótimo aliado na conversa sobre racismo, machismo, homofobia, xenofobia e direitos humanos.

A imagem tocante, cortante… devastadora dos últimos dias é a de Aylan Kurdi, menino sírio de três anos que morreu afogado após o naufrágio de uma embarcação de refugiados que tentava fugir do terror do fanatismo religioso imposto pelo ‘Estado Islâmico’, e de uma infinidade de problemas políticos, econômicos e sociais. Contribuiu para a morte de Aylan e de outros oito a necessidade de fugir em condições sub-humanas, o que vem ocorrendo seguidamente nesses tempos em que imigrantes não são bem-vindos pelos governos e cidadãos do mundo. Não são apenas humanidade, solidariedade e empatia em falta; memória e perspectiva histórica também estão “fora de moda”.
SonhoAylan
Para amenizar a dor (como se fosse possível) surgiram várias ilustrações nas redes sociais, como essa que você vê aqui. Na “cena” original o menino aparece na mesma posição da ilustração em uma praia badalada do verão europeu.

É impossível não pensar que um menino dessa idade deveria estar na praia apenas curtindo com a família e os amigos, jogando bola, dançando, fazendo desenhos na água, construindo castelos de areia e sonhos. Sonhos que a maioria das crianças não pode ter em um cenário que jamais vão conhecer.

Para que as crianças possam voltar a sonhar com tranquilidade, homens e mulheres precisamos (re)construir um outro mundo, bem diferente deste.

#KiyiyaVuranInsanlik (humanidade levada com as águas)
#futeboleliteratura

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