69ª Reunião do MEMOFUT – Por Juliana Costa

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Aconteceu no último dia 1º, no auditório Armando Nogueira, no Museu do Futebol, o 69º encontro do grupo Literatura e Memória do Futebol, Memofut.

A primeira palestra, apresentada por Jose Roberto Fornazza contou a história da Associação Esportiva Promeca, time amador fundado em 21/04/1955 em Várzea Paulista, na época distrito de Jundiaí, no interior de São Paulo. Criado a partir da fábrica homônima, que atua até hoje na fabricação de motores a diesel e tornos, seu nome vem da junção das palavras progresso mecânico. De origem belga e alemã, os jogadores eram funcionários da empresa. As cores do clube eram preto e amarelo e trazia em seu escudo, o desenho de um leão. O Promeca atuava em outras modalidades esportivas, como basquete. Seu primeiro título veio em abril de 1957, a primeira Taça Cidade de Jundiaí. A conquista teve destaque na edição do jornal Gazeta Esportiva, sendo chamado de “camisas amarelas”. Além dos campeonatos amadores municipais, disputou campeonatos estaduais, a segundona (segunda divisão) e a terceira divisão (hoje sendo a quarta divisão do futebol). O time disputou amistosos com times profissionais como Nacional, Ponte Preta e Bragantino, além de mistos com times como Palmeiras. Um fato curioso é a estreia de Ademir da Guia no Palmeiras em uma partida contra o Promeca, com placar de 2×1. Além das glórias e disputas acaloradas, Fornazza contou fatos engraçados como a história do pênalti perdido por Airton Preto. Prestes a casar, recebeu a proposta de uma loja de trajes da cidade: se fizesse um gol na partida contra o time misto da Sociedade Esportiva Palmeiras ganharia as roupas para a cerimônia. Ao ser marcado um pênalti, Airton se oferece para bater, porém erra o lance. Placar de 2×0 para o visitante alviverde. O clube encerrou suas atividades em julho de 1964, com um amistoso contra o Guarani, terminando a partida com o placar de 3×3.
Fornazza
Com o título “Pais e filhos jogadores: as duplas que fizeram história no futebol brasileiro”, Sérgio Miranda Paz falou sobre pais e filhos que seguiram o mesmo caminho no futebol, dando exemplos como Domingos da Guia e seu filho Ademir da Guia, Pelé e seu pai Dondinho, Rivaldo e Rivaldinho e Pelé e seus filhos Edinho e Joshua. Houve ainda a interação com os participantes do encontro com a votação das cinco melhores duplas.
SergioPaz
Para encerrar o encontro, um bate papo descontraído com Alberto Helena Junior. O jornalista, que trabalhou em publicações como a Placar, Cruzeiro, Globo, SporTV e Última Hora, contou um pouco sobre sua carreira, infância, a descoberta do futebol e suas atuações nas coberturas das Copas do Mundo.
AlbertoHelena
Juliana Costa é jornalista, fissurada em futebol, tatuagens e rock’n’roll.

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.