Espelhos no Derby e Tabu no SanSão

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Tarde e noite deliciosas em SP pra quem curte futebol. Os chamados quatro grandes fizeram dois clássicos bem movimentados e bem jogados, sem polêmica nas arbitragens. Bem que poderia ser sempre assim…

Espelhos no Derby

Na Arena Itaquera, equilíbrio, mas com muitas “inversões”. Se no Timão o ataque, Guerrero e Sheik, não esteve em campo, no Verdão foi a zaga titular, Tobio e Vitor Hugo, que fez falta. O alvinegro, desgastado pela maratona Paulistinha-Libertadores, ainda poupava Elias e Renato Augusto, dois que sabem jogar, assim como os alviverdes Zé Roberto, contundido, e Cleiton Xavier, ainda fora do ritmo ideal.

Domínio palmeirense na primeira metade do primeiro tempo, com o Timão saindo atrás no placar pela primeira vez no ano. No entanto, o time em formação há apenas três meses oscilou, como é natural, e se encolheu até tomar a virada do time que mantém a espinha dorsal há quase três anos.

No ótimo segundo tempo, aconteceu o que era de se esperar, com o time que estava atrás no placar dominando e dando pressão pra empatar e o Corinthians de Tite com um “ônibus” estacionado em seu campo buscando segurar o placar ou mesmo matar o jogo num contra-ataque. Só que aconteceu também o que não era de se esperar, o Palmeiras empatou e por pouco não (re)virou.

Nos pênaltis, assim como no jogo, nova angústia verde com o placar desfavorável pelo erro na primeira batida; e, assim como em 99 e 2000, novo êxtase no final, com pênalti defendido no final e eliminação dos rivais.
PrasPenalti
Se no primeiro Derby na nova Arena do Palmeiras, na primeira fase, deu Corinthians, que fique registrado que no primeiro jogo eliminatório entre os rivais na Arena Itaquera, passou o Palmeiras.

Tabu no SanSão
Assim como aconteceu em 2010, 2011 e 2012, apenas pra ficar nos anos mais recentes, Santos e São Paulo se enfrentaram na semifinal do Campeonato Paulista. Assim como já tinha acontecido em todos esses confrontos, deu Santos. O Tricolor segue sem vencer na Vila Belmiro; já são seis anos.

O domínio santista foi total, do início ao fim do jogo e é difícil saber quem foi o craque de jogo, se Geuvânio ou Robinho?! O primeiro jogou muito, marcou um golaço e até ajudou na defesa, enquanto o segundo desestabilizou os tricolores com pedaladas, canetas e até mesmo com embaixadinhas.

SanSaoPaulista2015
Enquanto isso o tricolor segue sua fase crítica e irregular, com elenco recheado de nomes que prometem, mas não vem cumprindo.