Fazendo Música, Jogando Bola – Morumbi, palco de grandes partidas e shows históricos

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Morumbi, palco de grandes partidas e shows históricos – Por Fila Benário (Vinícius Vieira de Oliveira)

ShowMorumbi
Fala galera, Fila Benário na área fazendo música e Jogando bola, e se cair na área já sabe né? O juiz apita.

Daqui algumas semanas a minha pessoa estará pisando no estádio do Morumbi, mas não será para assistir uma partida de Futebol não, pelo contrário, estarei lá presenciando o show de uma das maiores bandas da atualidade, o Foo Fighters. A trupe comandada por Dave Grohl estará se apresentando no estádio do tricolor paulista, o São Paulo Futebol Clube, no dia 23 de Janeiro, fazendo assim a sua primeira turnê solo pelo país.

E foi nessa ocasião que me veio a cabeça os grandiosos shows que já aconteceram no estádio do SPFC, aliás a maioria dos grandes shows internacionais foram no Morumbi, eu mesmo já estive presente em duas ocasiões no Morumba, assistindo ao Metallica no ano de 2010 e ao U2 em 2011. Portanto a coluna de hoje abordará alguns dos shows mais emblemáticos que aconteceram no estádio do Morumbi, com depoimentos especiais de quem esteve presente lá. Bora viajar no tempo?

Queen – 20/03/1981
QueenMorumbi
O primeiro show na história do Morumbi foi o grandioso concerto do grupo de Rock inglês Queen, que também estreava em terras brasileiras, e quem foi testemunha viva desse momento histórico foi o engenheiro civil Paulo Roberto Poli, que nos narra toda a trajetória da sua ida até o show de sua banda favorita: “Nós fomos de excursão de micro-ônibus com uma galera de uma banda de rock daqui da região chamada ‘A Profecia’ (banda formada no interior de São Paulo na cidade de Campo Limpo Paulista), e o ônibus nos deixou na porta do estádio” relembra Paulo.

Em uma época sem uso da internet e das redes sociais, os anúncios e as divulgações de shows desse porte é um grande mistério para nossa geração, porém Paulo relembra como foi que descobriu que o Queen viria tocar no Brasil: “Foi através das rádios FM’s que bombavam na época, a Excelsior, a Máquina do Som, então era assim que sabíamos quando iria ter algum show”. Porém Paulo completa: “Mas o pessoal que é do rock ficava sabendo de um jeito ou de outro quando teria algum show”.

Outra diferença em relação aos shows realizados atualmente é em relação a distribuição da pista, hoje temos a chamada pista VIP com o seu preço exorbitante que te dá o “privilégio” de assistir o show mais próximo do palco. Paulo recorda: “Naquele tempo pista era uma só, eu assisti o show na pista e com uma visão até que privilegiada do palco, levando em consideração que naquela época não havia telões no palco”. No entanto quanto ao preço do ingresso Paulo diz: “Não me recordo o valor exato, até porque era moeda da época era o Cruzeiro, mas acredito que se fosse converter com a moeda de agora, sairia em torno de 800 reais o ingresso”.

O show em si foi um grande espetáculo, mesmo acontecendo há mais de 30 anos, Paulo relembra com muita clareza: “a banda entrou no palco executando a versão mais rápida de We Will Rock You e depois quase no final tocou a versão original”. O disco divulgado na época era The Game e não faltaram músicas dele, como: Another One Bites the Dust, Crazy Little Thing Called Love e Play The Game. Para Paulo o momento mais emocionante foi durante a execução do clássico Love of My Life: “Não é a minha canção favorita, mas durante o show ela foi muito emocionante, tocada apenas no violão e com Freddy Mercury conduzindo toda a plateia, foi incrível”.

Porém para o jovem Paulo na época com 19 anos, as maiores emoções aconteceram do lado de fora do estádio, ele e sua turma chegaram no Morumbi às nove da manhã e portões abriram apenas horas antes do show, mas mesmo assim, muita coisa marcantes aconteceu: “Nós vimos os containers com a aparelhagem da banda chegando e sendo descarregados no estádio com ajuda de empilhadeiras, e teve um deles que ficou marcado pra mim, era uma caixa enorme toda rebitada escrita: “Piano Freddy Mercury – Queen”. Outro momento marcante por Paulo, ocorrido ainda do lado de fora, foi a passagem de som: “Às quinze horas houve a passagem de som dentro do estádio, porém não foi feita pela banda, e sim pela a equipe técnica, mas nós vimos do lado de fora a banda entrando no estádio dentro de um Galaxy com batedores da polícia em volta, enquanto os roadies passavam o som com a música México do James Taylor”.

Porém nem tudo foi perfeito, para o Palmeirense fanático Paulo: “foi difícil ver o baixista John Deacon usando a camisa do São Paulo durante o show”.
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Festival Hollywood Rock – 19/01/1990 – Bon Jovi, Marillion, Capital Inicial e Engenheiros do Hawaii
HollywoodRock
No final dos anos 80, a marca de cigarro Hollywood pegou carona no sucesso do festival Rock In Rio e organizou o saudoso Hollywood Rock. O grandioso festival acontecia durante um final de semana nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e trouxe para o país nomes como: Rolling Stones, Simply Red, Maxi Priest, Living Colour, Red Hot Chili Peppers, Alice In Chains, Withney Houston, Nirvana e entre outros.

E quem esteve presente no Hollywood Rock de 1990 foi a enfermeira e palmeirense “com muito orgulho” – como diz a própria – Débora Castanha Peres. O line up do dia escolhido por Débora contava com as bandas nacionais: Engenheiros do Hawaii e Capital Inicial, além das internacionais Marillion e Bon Jovi. “Apesar de gostar muito do Capital Inicial e dos Engenheiros do Hawaii, as bandas estrangeiras foram que me chamaram a atenção pra ir assistir ao show” citou Débora, que disse ter sido uma noite muito especial: “Pra mim o show foi perfeito, não percebi nenhuma falha no som e também não houve grandes atrasos. Naquela noite fazia bastante calor, mas tinha uma chuvinha fina que insistia em cair e que foi ótima, ajudou pra refrescar”, lembrou a enfermeira que na época tinha apenas 19 anos, e assistiu ao show das arquibancadas: “não muito distante do palco” relembra.

Fã incondicional do Marillion, Débora confessa: “Sempre fui fã do Marillion, mas o Bon Jovi era a grande sensação do momento”, porém a apresentação da sua banda do coração foi histórica: “Ouvir Steve Hogarth no lugar do Fish, o antigo vocalista, foi uma grata surpresa porque não deixou nada a desejar e pra falar a verdade foi muito bom mesmo” relembra destacando também o seu momento favorito do show: “Pra mim a música que mais me emocionou de verdade foi Kayleig, que até hoje está na minha lista das melhores de todos os tempos”.

Já o Bon Jovi, a grande atração da noite, foi “simplesmente bom demais” relembra Débora, “A abertura com aquela explosão pirotécnica foi marcante”. Bons frutos de uma noite que tinha tudo para dar errado segundo a mesma: “pegamos a fila errada pra entrar no show, ficamos horas pra entrar e pegar o melhor lugar, já que não era marcado, e quando íamos entrar já nas catracas percebemos que a nossa entrada era do outro lado. Foi a maior correia, mas no final deu tudo certo”.

Hollywood Rock – 16/01/1993 – Nirvana, L7, Engenheiros do Hawaii, Dr. Sin
NirvanaSoccer
Com a explosão do movimento Grunge em terras brasileiras, a edição de 1993 foi mais do que especial contando com um dos maiores nomes do gênero, o gigante Nirvana, e quem conferiu tudo de pertinho foi o genial Rodrigo Koala, vocalista e guitarrista da banda paulistana Hateen, e um dos maiores compositores nacionais dos últimos tempos. Na época com apenas 20 anos, Koala pegou um ônibus de linha e foi para Morumbi assistir ao histórico show, em um reduto que o mesmo já conhecia muito bem, afinal de contas pelas palavras do próprio: “Torço para o São Paulo Futebol Clube, o meu amado Tricolor Paulista”. Porém o que era pra ser uma grande celebração virou um enorme tormento já que o Nirvana fez o pior show de sua carreira. Para o Koala a explicação para esse feito é uma só: “Era a maior banda do mundo na atualidade se recusando a vender cigarros para adolescentes e transformando o maior show da sua carreira em um fiasco memorável”. O show conseguiu ser tenso até durante a execução do maior sucesso da banda, relembra Koala: “Quando tocaram Smells Like Teen Spirit no começo a galera delirou, ai o Kurt errou os detalhes da introdução de propósito e o estádio inteiro vaiou, foi meio broxante, mas olhando hoje, o cara teve a manha de deixar um estádio inteiro de cara, de certa forma admiro isso nele”. Porém não foi uma noite perdida, para Rodrigo Koala as bandas de abertura fizeram, e muito bem, o seu papel: “L7 e Alice in Chains (que tocou na noite anterior) foram memoráveis”.

O Hateen foi formado apenas em 1994, mas aquele festival foi determinante para formação musical de Koala: “Eu estava tocando com uns amigos na época em outra banda, um som em inglês meio grunge meio guitar band. O Hateen chegaria na minha vida no ano seguinte”.

E se hoje reclamamos desse calor infernal que nos assola, Rodrigo relembra que sofreu desse mesmo mal naquela ocasião: “fazia muito calor e havia mangueiras que ficavam dando banho na galera na frente do palco”, outra lembrança, porém estarrecedora de Koala foi a respeito do “brinde” dado pelo patrocinador do evento: “A empresa que fez o show distribuiu cigarros para todos que entravam no estádio,inclusive para os adolescentes. Algo que hoje em dia seria bastante diferente”.

Dezoito anos depois, a sua banda o Hateen, já consolidada no cenário underground brasileiro, presta uma homenagem a sua banda do coração fazendo uma versão arrasadora da canção Breed, um dos maiores sucessos do Nirvana.

Hateen tocando BREED do Nirvana

Rodrigo Koala retornou ao Morumbi várias vezes, tanto para assistir shows “U2, AC/DC, Metallica, Paul McCartney entre outros”, como para acompanhar o seu time do coração: “Já fui ver inúmeros jogos do São Paulo, e sempre que posso vou”.

Madonna – 03/11/1993
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A primeira vez que a rainha do pop desembarcou no Brasil foi justamente para se apresentar no Morumbi em um show especial, no mesmo ano que o Rei do Pop, Michael Jackson, também se apresentou no estádio tricolor. E quem passou por muitos apuros para conferir de perto a sua grande diva, foi a representante de vendas Sandra Faria Souza. Na época Sandra tinha apenas 16 anos e morava em São Paulo, porém mentiu para mãe dizendo que iriam mais pessoas no show e se aventurou ao lado de apenas uma amiga: “loucuras que fazemos pelos nossos ídolos”, diz Sandra.

O show foi inesquecível, Madonna era na época uma das maiores artistas do Show Business, e a sua turnê que veio ao Brasil a The Girlie Show foi a mais emblemática de toda sua carreira. Sandra relata que: ”Saímos de casa às cinco da manhã, chegamos no estádio às oito e enfrentamos uma fila gigantesca”, porém o sacrifício foi recompensado, segundo a mesma: “O lado bom foi que tivemos a oportunidade de assistir ao ensaio do show, que durou cerca de duas horas e contou com a participação da cantora o tempo todo”, Sandra ainda completa “Foi marcante, pois diferente do show, é algo mais natural, parece que o contato do artista com público é mais próximo”. Sandra foi beneficiada pelo ensaio em vários aspectos: “Quando assistimos ao ensaio, estávamos no meio do gramado, e quando chegou a hora do show eu fui parar no palco, graças ao apoio da galera que empurrava muito forte”.

O show foi vibrante, para Sandra a execução de Vogue foi o ponto máximo da apresentação. Porém depois de um show tão especial, Sandra sofreu para retornar pra casa “Quando o show acabou, os metrôs já não estavam funcionando e as lotações estavam cobrando um valor altíssimo, o jeito foi voltar a pé para casa, e chegando em casa 24 horas depois de saído para o show, minha mãe como castigo pelas mentiras e por toda a aventura, não me deixou dormir”.

Rush – 22/11/2002 e 08/10/2010
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E 21 anos depois de pisar no Morumbi pela primeira vez para ver os seus ídolos do Queen, Paulo Roberto Poli retorna ao estádio dessa vez para assistir a sua outra banda do coração, o Rush, o virtuoso trio canadense liderado por Geddy Lee (Baixo e Vocal), Alex Lifeson (Guitarra) e o homem polvo Neil Peart (Bateria). “Eu sempre gostei de Rush, desde a minha época de moleque, e quando eu descobri que eles viriam pela primeira vez ao Brasil, eu fiz de tudo para estar presente, fomos eu, meu primo Mauricio, meu irmão Eduardo, e fiz questão de levar meus dois sobrinhos, que na época tinham banda de Rock. Eu disse – Vou levar vocês para assistir o show de uma grande banda” relembra Paulo.

Por ser a primeira turnê da banda no país o show foi espetacular, com um repertório de mais de três horas abrangendo toda a carreira do conjunto e principalmente o CD lançado na época, o Vapor Trails. Porém para Paulo – que dessa vez assistiu ao show da arquibancada – o melhor momento foi sem sombra de dúvidas o solo de bateria do Neil Peart: “Quando ele terminou de fazer aquele solo monstruoso e pensei comigo – Bora comprar outro ingresso, porque esse aqui valeu só por esse momento”.

A única queixa de Paulo foi pelo fato da cidade do Rio de Janeiro ter sido escolhida pela banda para a gravação do DVD, o famoso “Rush In Rio”, “O show do Morumbi que deveria ter virado DVD, São Paulo é muito mais Rock do que o Rio de Janeiro”, revelando um nervosismo que já lhe é costumeiro.

No ano de 2010 o Rush retornou ao Brasil, especificamente no Morumbi novamente, e Paulo estava lá mais uma vez conferindo o seus heróis, porém dessa vez com uma certa regalia: “Dessa vez assisti ao show pelo camarote da Danone, então comi e bebi do bom e do melhor antes do show, e na hora do show eu fui encaminhado para a arquibancada superior coberta, bem no meio do campo, onde tive uma visão privilegiada”.
IngressoRush
Ingresso do Show do Rush

A Time Machine Tour teve como atrativo a execução do álbum Moving Pictures na íntegra: “Foi um show muito especial, o Moving Pictures é não apenas o meu disco favorito da Rush, mas é o melhor álbum da banda, com grandes clássicos como Tom Sawyer, YYZ e a sensacional Limelight, de longe a minha canção favorita da banda e que faço questão que toque no meu funeral”, já avisa Paulo.
PauloPoliRush

Aerosmith – 12/04/2007
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O Aerosmith de Steven Tyler retornava ao Brasil após 13 anos do seu último show no país, que foi justamente em uma edição do Hollywood Rock no estádio do Morumbi. E quem estava recebendo a banda de braços abertos em seu retorno foi o químico Andrios de Souza. Se na época do primeiro show do grupo ele não tinha lembrança nenhuma “na época eu só ouvia Legião Urbana e Capital Inicial”, dessa vez ele fez questão de sair de Várzea Paulista, a cidade onde morava na época, no interior de São Paulo, para ver o quinteto em ação: “deixei o meu carro na casa de um amigo em São Paulo e seguimos com um carro só até o Morumbi, pegamos um trânsito gigantesco até chegar ao estádio e lá, estacionamos em um estacionamento pago, pra não correr o risco de ficar sem o carro”. Apesar de ter chovido no inicio da tarde, a chuva deu uma trégua no restante da noite. A abertura do show ficou a cargo do supergrupo Velvet Revolver, formado por ex-integrantes do Guns n’ Roses (entre eles o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan) e o ex-vocalista do Stone Temple Pilots, Scott Weiland. Para Andrios “O show foi muito bom, foi demais ver caras como o Slash mandando ver, mas acho que os fãs de Aerosmith não gostavam muito do Velvet, e o show foi meio paradão”.

E até mesmo o Aerosmith penou com a frieza do público paulistano naquele dia, relembra Andrios: “Steven Tyler cantou muito bem, para mim não deixou nada a desejar e parece que a idade não o incomoda. Ele correu e gritou muito, tentando animar a galera, que parecia um pouco morta em certos períodos do show”, mas para o jovem Andrios, que tinha 21 anos na época, o show foi perfeito: “Eles mandaram vários clássicos, todos muito bons, mas curti muito a Livin’ on The Edge seguida da melosa I Don’t Want To Miss a Thing, porque sempre gostei muito do filme Armaggedon”.

Hoje morando em Curitiba, Andrios cita a Pedreira Paulo Leminski como o local mais próximo à estrutura do Morumbi, que será reaberta esse ano para o show do Kiss, e Andrios confirma: “Os ingressos já estão comprados”.

AC/DC – 27/11/2009
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A Black Ice Tour dos australianos do AC/DC passou pelo Brasil fazendo shows históricos; um deles aconteceu no Morumba, e quem estava lá era o “Corinthiano Maloqueiro Sofredor” Ederson Moraes. Na época com 24 anos, o engenheiro mecânico foi ao show em uma excursão que saiu do interior paulista (Jundiaí) na companhia de mais três amigos: Harry, Pupo e Andrezão. E por uma sorte do destino no meio de 70 mil pessoas, Ederson encontrou o casal Débora e Michel.
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Moraes e o Casal Michel e Débora no Show do AC/DC

O show de abertura ficou a cargo do vocalista Nasi, que na época estava em carreira solo: “Foi uma apresentação curta” relembra Ederson, “repleta de covers, acredito que mais pra esquentar a galera mesmo, mas o saldo foi positivo”.

No entanto para o AC/DC, Ederson não economizou palavras:
“O repertório foi incrível, aliado ao ótimo CD lançado em questão que foi o Black Ice. Eu coloco como as músicas mais emocionantes a Rock ‘n’ Roll Train, por ser a abertura de um show mais do que esperado, e uma pegada fantástica para iniciar um show com grande estilo. E ainda fizeram uma animação espetacular para introdução onde aumentava ainda mais a expectativa do show, onde a banda entra com efeitos de pirotecnia e galera toda vai ao delírio. Big Jack, do CD atual até então, foi ótima também e todos cantando. Acrescento também o final do set, com Highway to Hell, logo após a clássica pausa frequente em shows, e você via que a galera buscava energia do além para continuar agitando. E logo após, eis que sobem os canhões no fundo do palco e todos já sabiam o que viria por aí, For Those About to Rock (We Salute You). Demais!!!”
Ederson lembrou também da empolgante presença de palco de Angus Young no palco: “O Angus e Brian realmente comandam o show com uma energia que é levada ao público, sem dúvidas. Os demais formavam a famosa cozinha perfeita e impecável. Era impressionante como o Angus usava todos os espaços do palco, e o fôlego do Brian ao correr toda a ‘passarela’ (que se estendia até o meio da pista) para se pendurar na corda do sino em Hells Bells.”

Porém em uma noite mágica como aquela, o Corinthiano e engenheiro Ederson, que já esteve presente em vários jogos do Timão no Estádio do Morumbi, fez questão de alertar algo referente a estrutura do estádio: “Com a clássica chuva forte no final da tarde, saiam do anel superior das arquibancadas uns ‘canos’ para escoamento das águas da chuva, porém essa água caía sobre outro setor, molhando todos que estavam ali, no que era pra ser um lugar mais confortável por terem cadeiras e tudo mais”.
AguaMorumbi
Repare no cano com a seta vermelha

Metallica – 30/01/2010 e 22/03/2014
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Outra banda que levou mais de dez anos para retornar ao Brasil foi o Metallica, porém bastou vir uma vez para não esquecer mais o caminho de “casa”, e nas duas últimas vezes que tocou em São Paulo, ambas as apresentações foram no estádio do Morumbi, e nas duas ocasiões o engenheiro Vanderlei Souza Vieira organizou uma excursão (também saída do interior paulista – da cidade de Várzea Paulista) e se fez presente nas apresentações da trupe de James Hetfield.
GaleraMetallica
Da esq pra dir: Vanderlei, João Paulo, Fila Benário e Lucas Dias no Show do Metallica em 2010

Corinthiano, era a primeira vez que Vanderlei pisava no Morumbi para assistir a um show, porém já havia assistido o seu “poderoso timão” jogar no gramado do Morumba em outras ocasiões, como da vez em que empatou contra o Palmeiras em uma partida valida pelo Campeonato Paulista de 1998, com o placar de 1×1.

Apesar de se tratar da mesma banda, os bastidores de ambos os shows foram diferentes, se em 2010 fez um imenso calor, em 2014 “Choveu durante todo o show, a ponto do Metallica não conseguir utilizar os seus tradicionais efeitos pirotécnicos” recorda Vanderlei. Outra lembrança de Vanderlei foram os shows de abertura: “No show de 2010 a abertura ficou por conta do Sepultura, um belo show com direito aos maiores clássicos da banda, e altas rodas no meio da galera. Em 2014 a abertura foi da lendária banda Raven, mas o show foi muito prejudicado pela má qualidade do som. Quem estava na pista normal como eu, praticamente não ouviu nada do show, uma pena”.

Quanto ao repertório do Metallica, houve mudanças: “No show de 2010, o repertório foi perfeito, um desfile de clássicos. Mas ficam os destaques para Fade to Black, uma das minhas preferidas da banda, e para Master of Puppets, por ser a faixa título do primeiro álbum de Heavy Metal que eu ouvi na minha vida”, cita Vanderlei que completa relembrando o setlist de 2014: “Foi especial, pois a banda deu aos fãs a chance de escolher o próprio repertório em votação on-line. Resultado, uma chuva de petardos para nenhum fã botar defeito. Destaque para Battery, Master of Puppets e Whiskey in The Jar, a última por eu ter tocado muitas vezes com minha banda, o Hard Drunks”. Banda que curiosamente contava nas guitarras com Ederson Moraes, o jovem Corinthiano que foi ao show do AC/DC.
Ainda sobre o show de 2014 uma música extra foi escolhida ao vivo pelo público através de aplicativo de celular, algo bastante ousado e inovador: “Achei muito legal essa forma de interagir com o publico. Mas a música que votei – The Memory Remains – não ganhou”, relembra Vanderlei.
CasalMetallica
Vanderlei e sua esposa Fernanda Maria no show do Metallica em 2014

Porém a história mais curiosa sobre o show de 2010 aconteceu do lado de fora do Morumbi, ainda na excursão: “Enquanto esperávamos uma pessoa da excursão que tinha esquecido os ingressos, me aparecem quatro rapazes de Belo Horizonte (a quase 600km de distancia de Jundiaí), que tinham vindo um dia antes, dormido na casa de um parente e iam pro show com ônibus rodoviário e táxi, ao encontrar o nosso ônibus eles perguntaram se ainda tinha vagas na excursão e para espanto dos mesmos restavam apenas as quatro vagas, aí eles foram conosco, economizando uma bela de uma grana”.

Beyoncé – 06/02/2010
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Semanas após o show do Metallica no estádio do Morumbi, a atual Diva do R&B subia no palco do campo tricolor para a realização de um show histórico, era a vez da sensacional Beyoncé se apresentar pela primeira vez no Brasil. E os irmãos Vinicius Archanjo Ferraz e Eloá, acompanhados da prima Marina Lima estiveram presentes conferindo a marcante apresentação da grande musa. O setor onde os três assistiram ao show foi na pista normal, segundo Vinícius: “fiquei consideravelmente próximo ao palco, tinha apenas a pista VIP em nossa frente”.

Vinícius fez questão de frisar a temperatura no dia que foi agradável e traiçoeira ao mesmo tempo: “Estava um típico dia de verão, muito quente e com um forte temporal na parte da tarde, depois uma noite linda e quente também”. Um temporal que atrapalhou o show de abertura: “O show de abertura foi feito pela Ivete Sangalo, foi um ótimo show, mas afetado pela chuva”, diz Vinícius que ainda relembra: “houve algumas falhas por conta do forte temporal, alguns telões caíram, o palco ficou escorregadio, etc., mas tudo foi resolvido antes da Beyoncé entrar”.

Mas quanto ao show principal, só elogios: “Para mim o momento mais especial foi a entrada dela no show, naquele momento ela já mostrou que seria um grande show, todos efeitos especiais e a expectativa de como ela subiria ao palco foi emocionante” recorda Vinícius e completa dizendo que o show foi um desfile de hits: “ela tocou todos os seus principais singles da época, inclusive os principais sucessos da banda Destiny´s Child da qual ela participava”, exaltou também a super banda da Beyoncé, a Sugar Mama: “A banda é incrível, mulheres lindíssimas e absurdamente talentosas, elas tinham números que finalizavam ou introduziam as músicas, mas principalmente se destacavam nas trocas de figurino da Beyonce, onde elas tinham liberdade para suas apresentações”.

Beyoncé demonstrou tamanho carisma com os fãs brasileiros, e ponto máximo para o jovem geógrafo Vinícius foi durante a canção Irreplaceable: “no início da música a Beyonce se emocionou com todo o público cantando “to the left, to the left…” e fazendo o gesto com as mãos, neste momento ela parou de cantar e deixou os fãs cantarem a música toda sozinhos para somente depois ela cantar, foi realmente inesquecível, tanto que no DVD desta turnê ela mostra o show de São Paulo exatamente nesta música”.

Outro momento emocionante foi durante a execução de Hallo: “durante a apresentação da música ela fez uma linda homenagem ao Michael Jackson que havia falecido há pouco tempo” finaliza Vinícius.
Foi a primeira e única vez infelizmente que a família pisou no Morumbi para assistir um show, porém foi um show grandioso.

Bon Jovi – 06/10/2010 e 22/09/2013
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A última vez que o Bon Jovi veio ao Brasil foi no ano de 1995 na pista de atletismo do Ibirapuera, e a professora Cibele Dias Melo Marchesin estava lá e recorda muito bem da apresentação: “Eu tinha 16 anos, era o maior sonho da minha vida: ir a um show e principalmente da minha banda favorita, senti o show com os olhos de uma adolescente! Foi meu grito de liberdade! Juntei meu próprio dinheiro para comprar o ingresso, não vendia pela internet, fui de trem com um amigo maior de idade no Shopping Center Norte pra comprar, procurei uma excursão na escola em que eu estudava, fui cara de pau para pedir pra uma colega de classe com quem eu mal falava pra dormir na casa dela, pra realizar este sonho. Cheguei mega cedo, cansei, choveu, mas na hora que ele entrou no palco tudo valeu a pena! Subi no pescoço de um desconhecido pra ouvir minha música favorita: Bed of Roses. O Jon Bom Jovi e o Richie Sambora eram mais jovens, tinham mais energia, o disco era um dos melhores: These Days, então empolgou mais”.

E na volta da banda para o Brasil em 2010 no estádio do Morumbi, Cibele também estava lá: “Em 2010 eu era mais madura e mais cansada também, achei tudo mais cansativo, mas em compensação estava com saudades do show deles, foi um show bem longo, o que me surpreendeu positivamente”.

Porém para estar presente nesse show, Cibele fez uma loucura e tanto: “Como eu sou professora e o show foi num dia de semana, precisaria faltar dois dias (no dia do show a noite e no outro dia de manhã) para isso, doei sangue antes de ir ao show e abonei o outro dia, mas depois de doar sangue tem que fazer repouso e eu fui pra um show de rock, cheia de energia, senti tontura por diversas vezes, mas tudo valeu a pena”.

Quanto ao show que beirava a perfeição, o único ponto baixo foi na escolha da banda de abertura: “Foi a grande polêmica deste show, pois foi a banda Fresno, que sempre foi taxada de banda Emo. Mal eles entraram no palco e começaram a ser vaiados, o público ficou de costas, e em coro gritavam: ‘Ei, Fresno, vai tomar no… ‘. sinceramente, eu fiquei com pena, mas foi um erro da organização de colocar gêneros musicais tão diferentes: um clássico do rock n’ roll, onde o público eram pessoas mais velhas, principalmente mulheres e colocar uma banda de abertura, na época pouco conhecida e pra adolescentes chatos”, ressalta Cibele com o seu humor peculiar.

Porém nem a “Garoa Paulistana” como citou a mesma, foi capaz de estragar uma apresentação tão perfeita como foi a do Bon Jovi, para Cibele foi impossível citar uma canção marcante do repertório: “Todas as músicas clássicas mais antigas levantam a galera e emocionam, mas sem dúvidas a mais emocionante foi ‘Livin’ on a Prayer’, na época a banda lançava o fraquíssimo CD The Circle, mas para Cibele ele não fez a diferença no show: “As músicas novas não funcionaram ao vivo tanto que ele mesclava o tempo todo com hits que balançavam a galera, era visível a mudança do público. O disco não emplacou nem ao vivo”. Sobre a voz de Jon Bon Jovi que foi alvo de duras criticas, Cibele defende: “Fazer 2h30 de show, cantando e dançando não é pra qualquer um”, porém ela reconhece: “Mas deu pra notar sim um cansaço vocal”.

O show ficado marcado também como a última apresentação do guitarrista Richie Sambora no Brasil, e Cibele fez questão de comentar a importância do guitarrista na banda: “O Richie sempre teve uma atuação bem significante nos shows, cantava sozinho, solava, dançava com Jon, em 95 sua participação foi muito mais marcante, em 2010 foi bem mais discreta, já havia sinais de rusgas na relação dos dois”, e ainda completa Cibele: “Acho que o Sambora faz muitaaaaa falta na banda, ele era o espírito do Bon Jovi”.
CibeleBonJovi
Cibele Dias e os melhores momentos do show do Bon Jovi

Se o show de 2010 foi esse deleite para os fãs, o mesmo não pode se dizer da volta do conjunto para o Brasil, e especificamente para o Morumbi em 2014, a analista de qualidade software Fernanda Maria Duarte esteve presente em ambas às apresentações e conta com detalhes o que fez a de 2014 ser tão inferior a anterior: “O show de 2010 foi muito melhor com certeza, o Richie Sambora faz muita falta, com os Backing Vocals ajudava bastante o Jon Bon Jovi a não cansar tanto a voz e também ele é um baita de um guitarrista, parece que ficava faltando algo mesmo”. Quem esteve presente no show também e não gostou da performance do conjunto foi a economista Luana Caldato, para ela: “Em vista do que as pessoas comentavam a respeito do show de 2010, esse foi frustrante, Jon Bon Jovi não aguentava cantar, sem Sambora e sem o baterista Tico Torres (na época com problemas de saúde), ficou um show bastante vago”. Outro ponto discutível foi a turnê em si que divulgava o disco mais aquém da carreira do conjunto, o também fraquíssimo What About Now, para Luana “foi o que colaborou para o show não ser tão empolgante, já que as músicas desse álbum não são boas”. Já Fernanda defende com a seguinte opinião: “Não achei fraquíssimo, não gostei de primeira, mas após ouvir algumas vezes eu gostei, e pelo que eu me lembre funcionaram bem ao vivo as canções” e ela aproveita para fazer uma revelação “Até que é melhor que o mais novo do Foo Fighters (Sonic Highways)”, banda que ela e o seu esposo Vanderlei também irão assistir daqui algumas semanas no Morumbi.

Porém ambas as garotas voltam a concordar em dois temas, primeiro o show de abertura, que ficou a cargo dos canadenses do Nickelback: “Foi muito bom o show” comenta Fernanda, e Luana ainda foi mais ousada: “Só não foi melhor do que o show do próprio Bon Jovi, porque eles não tem a mesma quantidade de sucessos”. E ponto crucial é a histeria das fãs do conjunto que irritaram ambas, para Luana “Fiquei muito incomodada com a gritaria das fãs”. Já Fernanda não pensou duas vezes e esbravejou: “A mulherada tava desmaiando no show porque ficou desde cedo na fila e havia outras filmando o show com um tablet mesmo na chuva, vamos curtir o show né gente?”
Porém para Fernanda o maior pecado do show foi a ausência de uma canção no repertório: “Não tocaram Always, como assim um show do Bon Jovi não toca Always??????”
FernandaBonJovi
Fernanda Maria no Show do Bon Jovi em 2014

Iron Maiden – 26/03/2011
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O Iron Maiden com certeza foi a banda que mais veio para o Brasil (perdendo apenas para o Megadeth), porém foi em 2011 a primeira vez que o grupo inglês se apresentou no estádio do Morumbi, e quem esteve lá foi o Ricardo Macan Junior, que trabalha como assistente de Artes Gráficas, mas na verdade atua mesmo como guitarrista na banda de Thrash Metal Machinage.

Ricardo já assistiu muitos outros shows no estádio do Morumbi: “AC/DC, Aerosmith, Metallica, Rush e Ozzy Osbourne”, porém aquela era uma ocasião especial, já que o Maiden é a sua banda favorita.
Para Ricardo, que se auto-intítula “ser chato com falhas”, o show segundo ele foi impecável do começo ao fim, principalmente na apresentação de abertura: “Cavalera Conspiracy, dos ex-Sepultura Igor e Max Cavalera ficou responsável pelo show de abertura. E o show foi brutal, tocaram músicas de trabalho e músicas do Sepultura, foi muito marcante pra mim, que nunca tinha visto o Max ao vivo”.

Depois de um longo período fazendo uma turnê comemorativa (Somewhere Back In Time), esse show marcava o lançamento do novo álbum “The Final Frontier” e Ricardo analisou as diferenças: “A principal diferença era a produção de palco, o Eddie (o tradicional mascote da banda) completamente diferente, as cortinas de fundo, torres de comunicação, Iron Maiden sempre inovando!”. Quanto as músicas do novo disco no repertório, Ricardo foi bem categórico: “eles simplesmente tocam igual ao CD. Os timbres, sonoridade, ficam perfeitos”. E ao escolher uma canção favorita do repertório Ricardo não foi econômico: “Acho que as mais emocionantes são Doctor Doctor (UFO) e Transylvania – músicas que sempre tocam antes de cada show, a emoção bate forte junto com a expectativa, mas por incrível que pareça, ouvir as músicas mais novas como Dance Of Death, When The Wild Wind Blows e El Dorado foi muito bom, pois nos outros shows que havia assistido, tocaram apenas as musicas clássicas”.

Porém, o melhor momento do show não aconteceu no palco, e sim na plateia e com o próprio Ricardo: “Tinha almoçado as 10 da manhã, e ao final do show do Cavalera Conspiracy, perto das 08 da noite, comecei a passar mal. Não queria sair da frente do palco pois estava em um lugar bom, mas se não fosse comer algo, não ia aproveitar o show. Quando estava no final do lanche, começou a introdução “Satellite 15”, saí correndo e sem querer fui engolido pra MUITO perto do palco, em uma posição muito melhor da que eu estava, e pra completar ainda encontrei dois amigos no meio da multidão que ficaram comigo até o final o show”.

E a saga não acabou por ai: “E depois do show no Morumbi eu fui pro Rio de Janeiro um dia depois para vê-los no HSBC Hall”.
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Ricardo Macan no show do Iron Maiden

U2 – 09/04/2011
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Nas três ocasiões que o U2 se apresentou no Brasil (1998, 2006 e 2011) todas foram no estádio do Morumbi, e no show de 2011 eu estava presente ao lado dos meus amigos Marcos Rodrigues e Alexandre Venâncio.

Cheguei a resenhar o show completo no meu blog (https://fbenariomusic.wordpress.com/tag/u2/), mas afirmo que foi uma experiência única. A forma como a banda une grandes efeitos visuais com um repertório eletrizante é matadora. A turnê divulgada na época era a 360 com o seu imenso palco em formato circular, só isso já impressionava e deixava de queixo caído.

Um show de uma banda do porte do U2 com hits do tamanho de Sunday Bloody Sunday, Walk On, I Will Follow, Where The Streets Have No Name, alem do resgate histórico de Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me é impossível ser ruim.
FilaU2Morumbi
Eu no show do U2

Lady Gaga – 11/11/2012
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Foi no Morumbi que Lady Gaga fez a sua estreia em solo brasileiro, e lá estava o jovem estudante de 14 anos Kevin Borges Estrela. Apesar de não torcer pra time nenhum, não era a primeira vez que ele visitava o estádio, em uma outra ocasião ele foi para assistir ao show do grupo Rebelde, com exatos nove anos de idade.

Nesse show da grandiosa Lady Gaga, Kevin sentou na Arquibancada Azul, e o mesmo não indica o setor para ninguém: “A tarde o sol bate nela por inteiro, voltei super queimado pra casa, se for optar, escolha a Arquibancada Vermelha, pois ela fica na sombra”.

Segundo Kevin, houve duas bandas de abertura: “A primeira foi uma tal de Lady Starlight, ela só fica fazendo gestos e anda pelo palco com máscaras bizarras e uma lente assustadora nos olhos meio decepcionante, e pra ajudar o mini palco onde seria a sua apresentação caiu antes dela entrar, mas logo montaram de novo. A segunda foi a banda de Rock The Darkness que foi mais agitada”.

Para quem acha que Lady Gaga é a maior armação do show business, Kevin veio para desmentir: “É tudo ao vivo mesmo, ela toca piano, o guitarrista dela é muito bom, o som do show dela é demais, é de arrepiar, quando ela entra no palco é bem chocante”.

Os fãs mais devotos de Gaga são chamamos de Little Monster, Kevin diz não se considerar um, porém ele revela algo bem bacana: “Acho interessante a pegada dela de ‘ser você mesmo’, a todo momento do show ela fala sobre correr atrás dos sonhos, se aceitar, se expressar, é bem legal nessa parte”. E já que falamos dos fãs, esses são um show a parte: “Público é histéééérico, desde a fila pra entrar, até o show em si. Só se vê a galera rindo, cantando, pulando, todos a caráter”, relembra Kevin que completa recordando do público durante o show: “Os fãs da Lady Gaga são agitados em todos os momentos do show, porém a partir da nona música, em que começou a tocar Just Dance, depois Love Game e Telephone, as músicas que mais bombaram e que todos sabem de cor foi de arrepiar, estádio inteiro cantando, foi muito legal”.

Porém houve algumas extrapoladas lá segundo Kevin: “Vi uma mulher tirando a roupa no meio do show e ficando só de sutiã, detalhe, ela estava digamos um pouquinho acima do peso…”. No final, Kevin fez um contraponto da simpatia de Gaga em um determinado momento do show, com um certo cantorzinho que já se apresentou no Morumbi também e causou polêmica: “Outro momento foi quando a Gaga, abriu os presentes que jogavam pra ela no palco, só que alguém sem noção, arremessou algo bem na cara dela e fez um barulhão no microfone, aí foi um turbilhão, os fãs ficaram revoltados, todo mundo xingando a pessoa que supostamente tacou o presente nela, mas ela com muito humor conteve o público e levou na brincadeira, ainda bem que ela não deu uma de Justin Bieber e abandonou o palco”.
KevinMorumbi
Kevin Borges no show de Lady Gaga

Até o fechamento dessa coluna, não obtive retorno dos depoimentos referentes aos shows do Paul McCartney, Roger Waters e Pearl Jam ocorridos também no estádio do Morumbi.

Agora deixa eu me preparar para o show do ano, e olha que 2015 acabou de começar… kkkkk

Mês que vem a gente volta.

Fila Benário ou Vinícius Vieira de Oliveira (como é menos conhecido) é estudante de Jornalismo da FAPSP e entre uns goles de Sprite, um Rock bem pesado e o seu amor incondicional pelo Coringão, mantém o blog musical Fila Benário Music.

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.

#futebolemusica

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