Raposa Cerebral x Galo Coração

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Minas Gerais tem vivido um período movimentado. Pouco mais de três meses após os mineiros terem o desgosto de acompanhar de perto o maior vexame da história do futebol brasileiro, os inesquecíveis 7 x 1 da Alemanha contra nossa seleção, o Mineirão vai compensá-los em parte com uma final espetacular entre Atlético-MG e Cruzeiro, pela Copa do Brasil.

Há menos de 10 dias dois mineiros de nascimento dividiram o país em duas partes, Aécio e Dilma disputaram o segundo turno em clima de Super Cássico mineiro, Aécio Neves, torcedor do Cruzeiro foi derrotado por Dilma Rousseff, que torce para o Atlético-MG (por ter sido criada no Rio Grande do Sul, também tem simpatia pelo Internacional). O suspense durou até os últimos minutos da peleja. O mesmo deve ocorrer com o Galo vencedor da Libertadores da América de 2013 contra a Raposa, atual campeã brasileira, rumo ao bicampeonato.

Numa análise fria, o Cruzeiro tem o time mais arrumado, com peças de reposição a altura dos titulares, o time mais entrosado, um técnico com ótimos resultados nos últimos anos e uma dupla que tem sobrado em campo, Ewerton Ribeiro e Ricardo Goulart. O time é cerebral, sabe dosar o ritmo, joga com o regulamento e joga sempre o suficiente para conquistar o resultado necessário.

O Atlético-MG, no entanto, parece ter descoberto que tem uma fábrica de milagres; nas quartas de final e nas semifinais fez questão de repetir o script e eliminar somente as duas maiores torcidas do Brasil, Flamengo e Corinthians, ambos por 4 x 1, de forma emocionante. O time é todo emoção, tem Diego Tardelli no auge da carreira, não se abala com o placar adverso e joga sempre o suficiente para conquistar o resultado necessário.
GaloRaposa
O que nos espera? O fator casa que tem feito a diferença a favor do Atlético-MG, não existe nessas finais. Quem vai ganhar um presente de Natal? Será que vai ser um presente de grego?

Imperdível!