Sete

1
752

Sete a um, sete a um, sete a um…

Parece, como disse PVC, que este placar martela em nossas cabeças infinitamente. Não importa se teu time parece mal, já lembramos da seleção. Para carregar na ironia, após a Copa a Alemanha subiu para primeiro lugar no ranking Fifa, nós caímos para sétimo. Sete a um, sete a um. Quando já parecia difícil piorar, Gilmar Rinaldi que até ontem era empresário, ganha o cargo de coordenador da seleção, mas pode muito bem ser lido como a passagem de empresário para cartola profissional. Como disse Romário, é piada ou sacanagem.

Já cravávamos ser impossível piorar, estávamos no fundo do poço, mas não. Marin se pôs a cavar um pouco e desenterrou quem? Dunga. Técnico com uma demissão na seleção e outra no Inter de Porto Alegre. Um currículo e tanto, não? Para piorar um pouco a ironia faz sua parte quando lembramos que Dunga é nome de um dos sete anões da história infantil – por que sete!? Não podiam ser seis, oito anões!? Claro que Dunga, o pobre anão que nada tem a ver com a seleção brasileira, tinha que ser o mais infantil e trapalhão da trupe. Sete a um, sete a um.

Nossa sorte é, sem dúvida, que em campo ainda temos alguns grandes jogadores. Para o futuro e aproveitando a ironia numerológica, pensemos sete jogadores que podem nos salvar. Neymar com certeza lidera a turma. Nem preciso dizer a falta que ele fez tanto quando jogou mal e mais ainda quando não jogou. Craque, pode chegar voando na próxima Copa. Lucas, parceiro de Neymar naquele timaço sub-21 campeão mundial, apesar de ter demorado para adaptar-se à Europa, ganhou a camisa 7 do PSG (ô número que nos persegue!) e a tendência é que evolua daqui para frente. Lembro ainda que desde os tempos de São Paulo ele já era melhor que Hulk. Oscar ainda é garoto e pode evoluir muito. Na Copa marcou tanto que esqueceu de distribuir o jogo e com isso o meio campo virou um fiasco. Philippe Coutinho, do Liverpool, teve uma excelente temporada para decolar e, quem sabe, chegar muito bem na seleção. Pode fazer dupla com Oscar ou disputar posição. Rafael, ex-goleiro do Santos, eu acreditava que seria o nome para a camisa 1 de 2014 (o número 1 é parecido com o 7 e 14 é o dobro do 7! Malditos números!). Ainda é jovem e tem potencial para ser nosso arqueiro titular. Marquinhos, do PSG, é talvez a principal promessa defensiva desde Thiago Silva. Ainda é muito novo mas pode aprender muito ao lado dos companheiros de clube nessa temporada. Ainda seguimos na expectativa das eternas promessas, como Ganso. Este que lamentavelmente não foi chamado por Dunga em 2010, agora tem ainda menos chances, mas quem sabe de uma hora para outra a coisa vinga? Não podemos perder a esperança num jogador que parecia ser melhor até que Neymar, quatro anos atrás.

Poderia fechar a lista com uma série de nomes: Gabriel do Santos, Bernard, Danilo do Porto… Mas procurei e não achei. Quem pode ser o camisa nove da seleção brasileira daqui quatro anos? Esta é a prova que a crise da bola brasileira não é só de treinadores, nem só de jogadores, mas é estrutural. Enquanto tivermos os cartolas dando as cartas e o dinheiro como fio da balança, nada mudará. Resta ainda uma luz no fim do túnel oriunda de uma reunião importantíssima mas para a qual Folha, Estadão e cia não deram a devida importância. O encontro do Bom Senso com a presidente Dilma e o nascimento da ideia de democratização da CBF pode ser o começo da mudança, o começo de uma parceria entre o futebol brasileiro e o governo brasileiro, e quem ganha com isso é o povo brasileiro e, claro, o futebol.

Mas por enquanto: sete a um, sete a um, sete, sete, sete…

#centraldofutebol #Copa2014
Tarja_Joao

1 COMENTÁRIO

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.