Futebol Ciência Exata(?!)

0
756

Galileu
A última revista Galileu traz uma matéria que reforça uma tendência do mundo atual, quantificar as coisas. Segundo a apresentação da própria revista: “Na matéria de capa, nós mostramos como a ciência está transformando o futebol. Explicamos como softwares ajudam os times a escolher novos jogadores (Corinthians, Atlético Mineiro, Grêmio, Internacional e Botafogo estão nessa), fórmulas ajudam a fazer cobranças de pênalti perfeitas, a alimentação turbina a performance e até a bola, a chuteira e os uniformes ajudam a melhorar o jogo”.

Ainda que observar um esporte tão cheio de variáveis e com tão grande influência do acaso e do imponderável seja sempre algo limitador, a iniciativa parece séria, tem lá seus méritos e se coaduna com Os Números do Jogo, livro recém lançado que também se propõe a tratar do futebol a partir de análises estatísticas. No caso do livro, a sinopse traz algumas questões e premissas como ponto de partida: “Lançamentos longos criam mais chances de gol que cruzamentos? Tentar o drible na própria metade do campo pode prejudicar sua equipe? O 4-4-2 é uma formação mais eficiente que o 4-3-3? Sob que condições e contra que rivais?” e também “Cientistas e estatísticos criaram formas diferentes para compreender o papel da previsibilidade e da aleatoriedade no futebol, mas a questão essencial que muitos deles discutem atualmente é a mesma. Também é, por acaso, a mesma questão que Charles Reep, o inventor das estatísticas do futebol, tentou responder na década de 1950: partidas de futebol e campeonatos são decididos pelo talento ou pela sorte?”

É possível que a matemática ajude a ganhar jogos, mas o mais provável é que os craques continuem imprescindíveis, mesmo que não saibam nem mesmo uma regrinha de três.