Poema em homenagem a Leônidas da Silva

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Te chamaram DiamanteNegro -pelo brilho, pela cor
Borracha -ah, aquele jeito, aquela bossa
Indovindo como zás!
Bicicletavas no ar,
pois o espaço,
só o espaço, sem limites,
poderia limitar-te
Teu nome é Diamante
Negro -pelo brilho, pela cor
lapidado pelos anos
que viveste
e por estes em que vives
e encontras
novas formas de viver
construídas não apenas
por teus pés,
por tuas mãos
ou por tuas falas no ar:
mas por algo que te vai dentro,
herança da gente forte.
Poucos sabem como eu.
E como eu hão de lembrar!

Albertina Pereira dos Santos, viúva do craque