Oscar Niemeyer, o arquiteto e a paixão pela bola

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“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”.

O grande arquiteto Oscar Niemeyer, falecido ontem, também foi um amante da bola. Torcedor do Fluminense, na juventude chegou a atuar por seu time de coração, como aspirante, numa preliminar de Fla-Flu. Corria então o longínquio ano de 1925. Naquela época, o futebol ainda era amador e, apesar de convidado para atuar profissionalmente, o jovem esportista optou pela arquitetura.

Outra ligação sua com o futebol não se concretizou (sem trocadilho). Apesar de ter apresentado um projeto para o concurso que iria definir como seria o Maracanã, não foi escolhido. Apesar de chamativo e, por algum tempo comparado ao de Wembley, foi preterido.

No campo, atuava no lado oposto ao que escolheu para a vida, na meia-direita; logo ele que aderiu cedo ao comunismo, ideologia que manteve ao longo de toda a vida.

Ganhador de inúmeros prêmios, reconhecimentos e homenagens, tem suas obras espalhadas pelo mundo inteiro. Poderia ser chamado de Pelé dos arquitetos, a despeito dos críticos de seu estilo. Por falar no Rei, é de Niemeyer o projeto do Museu Pelé, que está sendo construído em Santos e deve ficar pronto em breve.

Sua vida fica eternizada em suas obras e em nossas lembranças.

Foto 1: Fundação Oscar Niemeyer – Niterói-RJ
Foto 2: Projeto para o concurso do Maracanã
Foto 3: Memorial da América Latina – São Paulo-SP
Foto 4: Pelé e Oscar Niemeyer com o projeto do museu

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