Não há mal que sempre dure ou Adeus Tirone

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Apenas pouco mais de seis meses após a conquista da Copa do Brasil, o ano vai terminando melancolicamente para os palmeirenses; com o time rebaixado para a segunda divisão, sem contratações, com dívidas alardeadas por todos os lados e sem perspectivas…

De modo geral, entendo que não faz sentido personificar situações ruins, já que, quase sempre, problemas são gerados por um conjunto de pessoas ou situações. No entanto, no caso do Palmeiras, está difícil não visualizar o presidente Arnaldo Tirone a cada nova notícia ruim ou problema novo que surge. A lista de falhas é grande demais: desperdício de recursos (comissões estranhas, salários altos e injustificados, multas, juros, antecipações de receitas etc.), falta de criatividade na busca de novas receitas (marketing pouco ativo e agressivo, indefinição quanto ao estádio substituto ao Parque Antárctica durante as reformas, falta de um programa decente de sócio-torcedor, falta ou equívoco nas promoções etc. etc.), administração inapta (falta de planejamento na montagem do elenco, deficiências na comunicação com o mercado, falta de investimentos decentes nas categorias de base, demora para tomada de decisões, ausência em importantes reuniões de bastidores, incapacidade para trazer parceiros, comissão técnica com falhas)…

Por conta disso, surgiu o Adeus Tirone, site que conta as horas para o final do mandato do atual presidente. Não conheço os candidatos que poderão substituí-lo, mas estou certo de que sua saída já vai representar uma perspectiva mais positiva. Não há mal que sempre dure. Vamos começar a pensar na Libertadores, na Arena Palestra, no centenário que se aproxima (2014)… Afinal, apesar de tudo ainda somos o time com o maior número de conquistas nacionais do país do futebol.