Guia de Recomendação de Estádios

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Já imaginou se os dirigentes e homens que comandam o futebol se lembrassem de nos tratar como consumidores? Se pudéssemos ir a um estádio de futebol como quem vai ao teatro, ao cinema ou a um show de música? Se os requisitos básicos em termos de acesso (transporte e horários), segurança, conforto (antes, durante e depois do espetáculo) e eficiência fizessem parte do universo futebol?

Talvez eu seja um otimista exagerado, mas assim como há quase duas décadas, sem que nada indicasse um novo rumo, o Brasil deu uma guinada e saiu de uma situação de hiperinflação e crise econômica permanente para se tornar um dos poucos que escapou das últimas crises mundiais, espero (e acredito) que a realização da Copa 2014 e das Olimpíadas de 2016 em nosso país ajudem a impulsionar essa mudança também no cenário esportivo.

É possível notar alguns avanços, como o Estatuto do Torcedor, o Campeonato Brasileiro por pontos corridos e uma maior conscientização dos clubes quanto a importância do marketing e da geração de receitas. No entanto, apesar dos primeiros passos, ainda estamos longe do padrão possível e desejável. Mais um fator de otimismo é o Guia de Recomendações de Parâmetros e Dimensionamentos para Segurança e Conforto em Estádios de Futebol, documento desenvolvido pela FGV para o Ministério do Esporte.

Se apenas uma parte do que está colocado nesse documento for realizada, teremos avançado bastante. Nesse caso, vai faltar apenas torcermos para que os artistas se apresentem bem e teremos que aplaudir de pé.

Foto do Estádio do Chicago Fire, time de futebol americano.