O rebaixamento do Palmeiras

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Quase tudo já foi dito sobre essa tragédia mais do que anunciada. Todos os clichês, com ou sem sentido, já foram mencionados pela imprensa especializada, com a culpa sendo distribuída entre dirigentes, comissão técnica, jogadores e torcida. Aqui mesmo, há alguns meses, já mencionamos alguns deles na nota Sorte, ajuda e competência ou Paixão Verde.

Situação posta, cabe agora analisarmos a situação e projetarmos o futuro. O que será feito? Uma análise fria (coisa difícil nessa hora) mostra que certos aspectos não serão (tão) afetados.

No aspecto financeiro temos algumas “garantias” com a provável manutenção do valor do patrocínio da Kia (o 2º maior do Brasil agora que o Corinthians anunciou a Caixa Econômica como sua parceira – dinheiro público de novo para o time? algo a se comentar no futuro); os direitos de TV mantidos, já que o contrato é individual por clube e não previa nesse ano uma redução e até mesmo um possível incremento em termos de bilheteria, já que com jogos de menor rivalidade, parte da torcida que estava afastada acaba retornando aos estádios. A incógnita é a receita com a venda de jogadores. Temos que conciliar a montagem de um time competitivo para a Libertadores e saber como atrair bons jogadores no contexto “Série B”. Cabe aos torcedores vestir a camisa e comparecer aos jogos, participar da geração de receitas.

Institucionalmente, é claro que cair traz perdas, e grandes, mas a perspectiva de inauguração da Arena Palestra e a proximidade do centenário em 2014, certamente suprem essa situação, desde que, é claro, o time faça seu papel em campo e volte para a Série A. Caso contrário o trauma será grande. Cabe aos torcedores o incentivo ao time; com cobranças, mas sem violência.

Agora, o que interessa é a questão política do clube. Aliados que atuam contra e adversários irreconciliáveis dão o tom para dirigentes, além de tudo incompetentes e preocupados primeiramente com seus interesses pessoais. É muita gente usando o clube em proveito próprio. Aqui, se cabe aos torcedores manter as manifestações pela implementação das eleições diretas no clube e a constante fiscalização, cabe principalmente aos dirigentes e conselheiros, a hombridade de sair de cena, deixando o caminho livre para novos líderes e projetos. Já sabemos que não conseguem ajudar; ao menos não atrapalhem.

No lugar de agredir jogadores e dirigentes, de danificar o patrimônio do clube ou de terceiros, que tal protestos diferentes? Próximo domingo, no Pacaembu, contra o Atlético-GO, que tal lotar o estádio e começar a mudar essa história?

O Palmeiras não deixa de ser um gigante por um (novo) tropeço. Tem história, tradição e, principalmente, camisa. Está na hora de fazer valer tudo isso. Um amor sem divisão.