Mãozinha só pra alguns…

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Aconteceu o esperado (?) no julgamento do STJD sobre o pedido do Palmeiras de impugnação do jogo contra o Internacional, em que Barcos fez um gol com a mão validado pelo juiz e depois anulado a partir de obvia interferência externa.

Sobre isso, José Luiz Portella, do jornal Lance!, escreve ótima coluna na edição de hoje. Em linhas gerais ele argumenta que as leis existem para que possamos viver em sociedade. Segundo Hobbes, se elas não existem em igualdade para todos, estabelece-se o Estado de Natureza, em que todo mundo tem direito a tudo e pode apropriar-se do que quiser. Em uma sociedade saudável, ninguém está acima da lei.

E aí, restam as perguntas, se o juiz, há cinco metros do lance, e o bandeirinha que correu para o centro do campo, validaram o gol, por não verem o toque de mão, como o quarto árbitro, há 50 metros, poderia ter certeza do lance? Se tivessem visto, Barcos não deveria ter recebido cartão amarelo? Como não viram, houve interferência externa, não?

Apesar das “leituras” enviesadas a respeito do lance e da situação criada, a ruindade do time, a incompetência da diretoria e a burrice de parte da torcida, não estão em julgamento. Para essas ações, a pena será um provável rebaixamento no ano de inauguração de um dos estádios mais modernos do Brasil e as “vésperas” do centenário do clube.

Não queremos uma mãozinha, queríamos um pouco mais de cérebro por parte dos julgadores.