Regras iguais para todos, certo?

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O gol feito com a mão por Barcos, do Palmeiras, na última rodada do campeonato brasileiro e anulado pelo árbitro Francisco Carlos do Nascimento gerou mais do que apenas mais uma derrota para o time alviverde. Despertou também os instintos filosóficos dos torcedores pelo Brasil afora.

Apenas pontuando, mas ignorando que houve pênalti (foto) no centroavante argentino do time paulista podemos nos concentrar na tal discussão ética.

A regra 5 do Futebol diz, dentre outras coisas que:

“O árbitro

• controlará a partida em cooperação com os árbitros assistentes e, quando possível, com o quarto árbitro”.

Complementando, a regra 6 diz que:

“Os árbitros assistentes também ajudarão o árbitro a dirigir o jogo conforme as Regras”; e

“Em caso de intervenção indevida ou conduta inapropriada de um árbitro assistente, o árbitro prescindirá de seus serviços e elaborará um relatório às autoridades competentes”.

finalmente, voltando a novo trecho da regra 5:

“• paralisará, suspenderá ou encerrará a partida por qualquer tipo de interferência externa”.

Desta forma, não parece haver o menor espaço para questionamentos quanto a incorreção do ocorrido na partida Internacional x Palmeiras do último sábado.

O argumento que muitos utilizam, sobre o gol ter sido com a mão é natural, mas bastante infantil. Vários clubes ao longo deste e de todos os campeonatos foram prejudicados por erros de arbitragem. Em algum outro houve interferência externa para auxiliar o árbitro? Qual foi o jogo deste campeonato em que os árbitros foram consultar repórteres ou qualquer outra “categoria” presente ao estádio para validar suas decisões?

Eduardo Couture, jurista uruguaio, em seus Mandamentos do Advogado, disse: “Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia em que encontrares em conflito o direito e a justiça, luta pela Justiça”. Certamente, olhando o contexto e não um fato isolado, fica claro que o “voltar atrás” do juiz ocorrido nessa partida foi uma mera exceção. Isso é justo?

Não se está pedindo privilégio nenhum; ao contrário, pede-se igualdade de tratamento.

p.s.: isso não invalida a péssima campanha que o time faz e a incompetência benchmarking da atual diretoria do Palmeiras, que consegue se superar a cada rodada.

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

3 COMENTÁRIOS

  1. Amigo, esqueceu apenas de deixar o lado torcedor de lado e dizer que a comissão do STJD pode pedir punição ao Barcos por tentar iludir a arbitragem… ele poderia pegar o número de jogos que faltam para o rebaixamento e a coisa ficar ainda pior… o que vale na lei é a prova! Na súmula não foi indicado nada, e ficará um jogo de palavras, sem prova testemunhal efetiva, salvo se o árbitro da partida em questão prestar denúncia contra sí, que não acontecerá…

    • André,
      Estou presumindo por tuas palavras que concorda comigo quanto a necessidade de termos regras iguais para todos. De forma alguma estou pedindo algum privilégio. Não entendo como Barcos poderia ser punido se o árbitro não viu o lance (como fica claro ao validar o gol num primeiro momento). De qualquer forma, se a regra prevê esse tipo de punição, que seja punido o argentino.

      Estou lendo na Internet que a diretoria do Palmeiras diz ter um vídeo mostrando o quarto árbitro pedindo informações para repórteres… não sei se acredito nessa diretoria, mas… Também li em mais de um jornal que uma repórter afirma ter sido consultada e informado ao juiz sobre o toque de mão de Barcos. Isso já nos tira da situação de mero jogo de palavras, não?

      E olha que nem estamos falando do pênalti ocorrido no mesmo lance e que antecedeu a toda essa confusão.

      Vamos acompanhar!

      abraço,
      Roca

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