Sorte, ajuda e competência ou Paixão Verde

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Certa vez, ouvi alguém dizer para um amigo que ele tinha sorte. Imediatamente ele respondeu: “quando algo acontece com todo mundo, mas só você está preparado, isso não é sorte, é mérito. Sorte mesmo é quando algo só acontece com você”.

Essa introdução é para dizer que o Palmeiras não tem tido sorte. Em alguns jogos tem até atuado bem ou, ao menos, dominado o adversário. No jogo de hoje, por exemplo, teve domínio territorial, bola na trave, gol anulado e, como ouvi do locutor da Estadão-ESPN, amassou o Corinthians no Pacaembu. No entanto, como tem ocorrido quase sempre, perdeu novamente. Alguém poderia, com absoluta razão e base nos fatos, argumentar que em vários desses jogos (o de hoje inclusive), os juízes tiveram critérios, no mínimo, dúbios. O chamado dois pesos e duas medidas.

De qualquer forma, nada disso justifica a incompetência benchmarking da diretoria do clube. Salários acima da média para jogadores abaixo da mesma, uma sequência invejável de treinadores top (Muricy, Luxemburgo, Felipão) sem que os resultados viessem (rara exceção para a Copa do Brasil), disputas políticas e pessoais na diretoria e na comissão técnica, falta de comprometimento, planejamento zero para várias questões importantes como mandos de jogos durante a reforma, preço e venda de ingressos, contratações etc. etc. e etc.. Parte (podre) da torcida contribuiu para essa situação ao tentar resolver (?!) as coisas batendo no Vágner Love, no Diego Souza, no João Vitor…

Agora, nos vemos nessa situação difícil e desagradável na tabela. Quando penso nas rodadas que ainda faltam para o término do campeonato e no que é necessário fazer para o Palmeiras escapar, três pensamentos me ocorrem:

1) não espero pela sorte, peço apenas que cesse o azar;
2) não conto com ajuda, cuja carga total toma o rumo de outros parques;
3) quero apenas que diretoria, elenco, comissão técnica e torcida tenham calma para colocar em campo a competência que possuem;

…e aí sim, se for o caso, que o time chegue na posição que chegar e cumpra seu destino. Até porque, como li agorinha de uma jovem palestrina, “quando ninguém mais espera, estamos lá, com a esperança intacta, pois paixão é paixão”.

Imagem extraída do site http://www.tribole.com.br/ecommerce_site/produto_12684_3778_Palmeiras-Paixao

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

3 COMENTÁRIOS

  1. O verdão está na melhor posição possível ! Caindo para a segunda divisão, voltará e ganhará a Libertadores ! O que precisa acabar é o desleixo de jogadores: quem arruma desculpas, acostuma-se a usar muletas. Não é o juiz, não é o técnico, não é o gramado, não é o tempo (frio ou chuva). Trata-se de falta de preparo PSICOLÓGICO do time. Troquem de psicólogo e de forma urgente. Chamem o Shyniashiki …

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