Seleções Olímpicas

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Ouro inédito nas Olimpíadas! É isso que será o vencedor de hoje, qualquer que seja. Sem o mesmo prestígio de antes, o futebol olímpico já teve um dia um status parecido com o da Copa do Mundo.

O time da Grã-Bretanha não aproveitou o fato de jogar em casa para repetir o que fez no começo do século passado, quando conquistou pela segunda vez o título olímpico; ainda ganharia de novo em Estocolmo (12), quatro anos depois. Um início arrasador (três títulos em quatro olimpíadas) dos inventores do futebol moderno.

Logo depois desse domínio britânico, nossos hermanos uruguaios passaram a dar as cartas e venceram, na sequência, em Paris (24) e Amsterdã (28) e, por isso, sua camisa ficou conhecida até hoje como “celeste olímpica”. Nem mesmo a boa fase impediu que depois de esperar 84 anos para voltar a disputar a medalha, o time ficasse pelo caminho.

Outra favorita, a badalada Espanha não mostrou porque é conhecida como Fúria. Foi eliminada com uma derrota para o time de Honduras, sem nenhuma tradição no futebol. E assim, pouco a pouco os candidatos foram saindo do caminho até que restaram dois, Brasil e México.

Para nós, a medalha tornou-se quase obsessão; algo como era Libertadores para os corintianos até esse ano (presságio?). Já batemos na trave duas vezes, em Los Angeles (84) e Seul (88), além de inúmeras outras tentativas em que não chegamos tão perto. O time parece pronto e, além de Neymar, tem Oscar em fase iluminada e Thiago Silva em plena maturidade e excelência técnica; mas também tem o goleiro Gabriel e o zagueiro Juan hesitantes…

Já o México conta com uma longa preparação para quebrar de vez a sina de time que “joga como nunca, mas perde como sempre”.

Será que quebraremos o tabu?

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.