Coalhada, mas hein?

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Otávio Arlindo Antunes do Nascimento, vulgo Coalhada, é mais um craque marrento do nosso futebol. Dei muitas risadas assistindo a esse monstro do futebol brasileiro explicar seus feitos e justificar suas falhas. Nesse momento em que o grande comediante nos deixa fica mais clara a importância do riso, do humor, da crítica e da inteligência para fazer tudo isso.

Homenagem do Futebol-Arte ao gênio Chico Anysio!

Ilustração com 29,5 x 23 cm, em lápis de cor e nanquim, feita por Ziraldo para o livro É mentira, Chico?, compilação dos personagens criados pelo humorista ao longo de sua carreira.

O mestre do humor brasileiro tinha uma forte relação com o futebol. Sua postura de torcedor pode assustar os mais puristas, já que não se constrangia em mudar de time. Chegou a ser Vasco, Flamengo e América, no Rio de Janeiro e também tinha simpatia pelo Cruzeiro, Santa Cruz, Inter… No entanto, o time que nunca saiu de seu coração, diferentemente do que pensa a maioria, foi outro. Em 1938, seu pai, presidente do Ceará, convidou o Palestra Itália para jogar no Nordeste. O verdão ganhou todas as partidas e levou o Torneio de Fortaleza, encantando Chico. Isso não o impediu de definir como seu jogo inesquecível aquela virada incrível do Vasco contra o seu Palmeiras na final da Mercosul de 2000, quando o time carioca virou um 3 x 0 para 4 x 3.

Também chegou a atuar como comentarista na Rádio Guanabara, na década de 50 e da TV Glogo, na Copa de 90, ao lado de Pelé.

Abaixo você vê uma entrevista do craque Coalhada com Neide Taubaté, outra de suas personagens.

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.