Tragédia no Egito

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Tenebroso o que aconteceu no Egito nessa quarta-feira, na partida entre o Al-Masry, time da casa e o Al-Ahly, um dos mais populares do país. Até o momento em que escrevo isso já são 74 mortos e quase 190 feridos. O motivo? Briga de torcidas.

É difícil sair do óbvio e escrever algo além de condenar a violência e a barbárie que representa um grupo de pessoas agredir outro grupo por torcerem para times diferentes e rivais. Certamente os ânimos de todos por lá estão mais exaltados desde a queda do governo de Hosni Mubarak e a tensão política que permanece com os militares no poder. Mesmo assim, NADA pode justificar o que ocorreu. O pior é que não parece que vai ficar apenas nisso. Somente nesse campeonato, essa é foi a quarta partida, encerrada ou não, com briga generalizada.

O exemplo que o mundo árabe vinha dando para o resto do mundo, com manifestações populares tirando ditadores do poder, fica manchado de sangue.

Podemos entender (jamais aceitar) que a violência é algo constante na história da humanidade, mas é difícil entender tamanho ódio. Não foi a primeira grande tragédia desse tipo no futebol mundial e, infelizmente, não parece que será a última.

Será tão difícil assim sair de casa para assistir a uma partida de futebol com o mesmo espírito de quando vamos ao cinema, ao teatro ou a um show musical? Será tão difícil assim manifestar-se, vibrar, torcer, curtir, mesmo que de forma enfática, sem precisar desejar ou agir com esse nível de intolerância?

Luto!

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

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