De virada (nem sempre) é mais gostoso

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É claro que é uma delícia ganhar um jogo que parecia perdido; quando praticamente ninguém mais acreditava que fosse possível. Determinados times já se notabilizaram por viradas históricas, dentro de uma partida ou mesmo no decorrer de uma competição. Músicas, livros, filmes e tudo mais já foram feitas com esse tema, porque com a vida também é assim. Há momentos em que as circunstâncias, e você mesmo com suas escolhas, te levaram a uma situação em que mais ninguém acredita em você e talvez nem você mesmo tenha certeza do que consegue fazer pra virar o jogo. Isso tudo pode sim dar algum sabor a uma vitória, mas…

…ganhar sem sobressaltos, de forma segura e inapelável pode ser mais agradável em certas circunstâncias. Abrir 2 x 0 logo no começo e passar o resto do jogo sem emoção (sem correr riscos) te dá a vitória do mesmo jeito. Muitas vezes a gente se coloca como mártir, tendo que provar pra alguém que é capaz, quando nem deveria estar nessa situação.

O ponto principal é que ganhando por 2 x 0 ou perdendo, o tempo está passando e a gente tem que dar um jeito se quiser ganhar o jogo. Chega um momento em que você tem que “baixar o meião”, como, dizem, Renato Gaúcho gostava de fazer, e partir pro pau. Jogando bonito não dá? Sangue nos olhos então. Futebol-Arte não tá dando resultado? Coloque a faca entre os dentes e vá a luta! O resultado é incerto, mas é o único caminho.

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.