Sobrenatural de Almeida

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Nelson Rodrigues é outro que está sempre frequentando o Futebol-Arte. Agora, um de seus personagens inesquecíveis também dá as caras por aqui, o Sobrenatural de Almeida. Segundo Nelson, o Sobrenatural era uma figura que impunha o acaso (outro “personagem” tantas vezes já mencionado aqui) e sempre aprontava alguma para o seu querido Fluminense.

É óbvio que figura tão onipresente não prejudica somente o tricolor carioca. Quantas vezes seu time está vencendo a partida ou mesmo merecendo vencer e… algo imprevisto acontece?! Imprevisto até mesmo para os padrões do futebol, em que você pode imaginar que não há muito como sair do “script”, já que o campo é retangular e a disputa só pode ocorrer dentro dele (será?), tem regras fixas e centenárias, são sempre 11 contra 11 (ao menos no começo)…

Ele tanto pode soprar uma bola, induzir um jogador a chutar um segundo antes ou um instante depois do que deveria, passar algo escorregadio nas luvas de um goleiro, colocar alguém na frente do juiz ou do bandeirinha num lance decisivo, ou simplesmente se fazer presente dentro da área ou em alguma das traves para que os jogadores sintam sua presença, ainda que todos saibamos que fantasmas não existem (não?). Suas estratégias são muitas e ele conta com a ajuda do corvo Edgar, do Xico Sá.

Na maioria das vezes eles das vezes eles deixam a bola rolar, mas quando resolvem interferir, não há Pai Santana que dê jeito. Por via das dúvidas, espero que o Sobrenatural de Genaro, criado por Gustavo Duarte, fique bem distante dos gramados do Brasil.