Soneto para o Jogo Bruto

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Zagueiro violento, ele é batata:
carrinhos dá por trás, empurra, soca…
Feliz foi o cronista que o retrata:
“pega, em cada enxadada, uma minhoca”.

Se falha a marcação com que combata
um ótimo atacante, ele já troca
o jogo limpo pelo pau de pata…
Quem é que, à sua frente, não pipoca?

Caído o centroavante, mete a chanca
na cara do coitado e, na retranca,
seu time vai mantendo o resultado…

Placar que não saiu do zero a zero
e, como falta um árbitro severo,
bem alto o zagueirão ergue o solado…

Glauco Mattoso