Maradona por Kusturica

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Filme sobre um dos maiores jogadores de todos os tempos, aqui o que vale é o personagem Maradona, exagerado e grandioso como foi o jogador. Emir Kusturica, o premiado diretor sérvio provavelmente foi a pessoa ideal para fazer esse manifesto político, já que parece compartilhar das idéias de seu personagem, além de demonstrar uma personalidade tão grandiloquente quanto o craque argentino. O filme estabelece dois “times”: de um lado Evo Morales, Fidel Castro, Che Guevara, Hugo Chávez e revolucionários e do outro Bush, Margaret Thatcher, Reagan e “imperialistas” em geral. Se fosse factível, seria algo como um jogo entre Inglaterra (“malvados” que atacaram as Malvinas) x Cuba (“revolucionários e idealistas”). Tudo na vida seria mais fácil se não fossem os tons de cinza entre o branco e o preto.

O filme, um documentário biográfico, em alguns momentos parece uma colcha de retalhos, mesclando gols e jogadas espetaculares com depoimentos de adeptos da Igreja Maradoniana, discursos políticos de Diego e cenas impressionantes do craque inchado, drogado e próximo da morte. Isoladamente as cenas são bastante interessantes, atraentes e até engraçadas, mas como filme… deixa um pouco a desejar.

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