Zico, o Galinho de Quintino

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Foi o “dono” do futebol brasileiro nos anos 70 e 80 e legítimo sucessor de Pelé com a camisa 10 da seleção. O apelido Zico vem do diminutivo de seu nome Arthur, “Arthurzico”. Seu fisico franzino lhe rendeu alguns apelidos, dentre os quais um que o acompanhou ao longo da vida, Galinho. O “sobrenome” veio de Quintino, bairro do subúrbio carioca em que morava. Algumas publicações no exterior tem uma denominação que explica bem o tamanho de seu talento, elas o chamam de White Pelé ou Pelé branco. Com 14 anos já exibia sua habilidade, mas tinha apenas 1,55 metro e pesava incríveis 37 quilos. Submetido a um tratamento, cresceu e encorpou o suficiente para conseguir mostrar seu talento.

Seus primeiros títulos foram os cariocas de 72 e 74, bem no início de sua carreira. Carreira aliás que coincidiu com minha infância e adolescência. Em 78, do alto dos meus oito anos de idade, acompanhei a Copa da Argentina e o nosso título de Campeão Moral, conforme o técnico Claudio Coutinho denominou. Zico já mostrava sua liderença e nos levou ao terceiro lugar. A partir daí veio uma avalanche de títulos pelo Flamengo: os Campeonatos Brasileiros de 80, 82, 83 e 87 (o da Taça das Bolinhas), os Campeonatos Cariocas de 78, 79, 79 especial, 81 e 86 e a Libertadores e o Mundial Interclubes de 81, quando goleou o Liverpool na final, em Tóquio.

Pela seleção, um dos momentos mais tristes de sua carreira, a eliminação da Copa de 82. A eliminação em 86 também doeu, mas a de 82, com aquele time no auge… Pra ilustrar bem seu carisma, posso relatar algo que me impressionou muito na época. Conheci pouquíssimos casos de torcedores que mudam de time; um deles foi Gustavo, irmão de Renê, meu melhor amigo de infância e um dos influenciadores de minha torcida pelo Palmeiras. Flamenguista, mesmo sendo de São Paulo, passou a torcer pela Udinese a partir de 83. E não era simpatia não, era torcedor mesmo.

Concluiu sua carreira de jogador atuando no Japão, onde cumpriu papel de desbravador e é reverenciado até hoje por ter contribuído pelo crescimento do futebol naquele país. Seus números e prêmios são impressionantes: 826 gols em 1180 partidas, artilheiro em 22 campeonatos e torneios de que participou e premiado vária vezes por diferentes órgãos e publicações do futebol mundial. Foi homenageado por músicos, escritores, cineastas, autores teatrais e por todos os amantes do futebol.

Melhor do que tudo que alguém possa dizer são alguns de seus gols e lances geniais embalados com o som de Jorge Benjor.

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