Quadra – Jair da Rosa Pinto

4
1851

Foi surpreendente, ainda que provável, descobrir que dois craques tenham nascido num mesmo dia, casos já mostrados aqui como Zizinho e Alex, depois Gérson e Reinaldo e Canhoteiro e Paolo Rossi. Um pouco mais surpreendente foi descobrir alguns trios de craques nascidos num mesmo dia, como Robinho, Eusébio e Tostão ou Neymar, Tevez e Cristiano Ronaldo, mas agora realmente achei o dia mais inspirador: nada menos que quatro grandes craques do futebol mundial nasceram no dia 21 de março: Jair da Rosa Pinto, Lothar Matthaus, Ronald Koeman e Ronaldinho Gaúcho. E é deles que vamos falar essa semana.

Jair da Rosa Pinto
Jajá de Barra Mansa, como era conhecido, se destacou no futebol brasileiro nos anos 40 e 50. Começou a carreira no Madureira, mas logo se transferiu para o Vasco da Gama, no famoso Expresso da Vitória. De lá foi para o Flamengo, onde viveu uma história triste. Em uma derrota por 5 x 2 para o Vasco, foi execrado pela torcida por, supostamente ter sido subornado. Na época, sua explicação para o fato foi de que tudo não passou de um mal entendido espalhado pelo locutor Ary Barroso, famoso torcedor rubro-negro, que o viu almoçando alguns dias antes do jogo com um famoso dirigente vascaíno.

Acabou se transferindo para o Palmeiras, onde também marcou época, participando das conquistas do Campeonato Paulista de 1950, Torneio Rio-São Paulo e Copa Rio, considerado um verdadeiro Mundial Interclubes, ambos em 1951. Na conquista do Paulistão, enfrentou o São Paulo na final, no que ficou conhecido como o Jogo da Lama, por conta do estado do gramado. O tricolor abriu o placar e, no intervalo, Jair gritou com o time todo pedindo raça (foto). O recado valeu, já que o verdão empatou e ficou com o título.

Em 1956 foi para o Santos, onde fez parte de um dos melhores ataques de todos os tempos, formado por Dorval, Jair, Pagão, Pelé e Pepe. Ainda jogou por São Paulo e Ponte Preta, onde encerrou a carreira aos 42 anos, ainda jogando em alto nível. Pela seleção foi artilheiro da Copa América de 1949 e participou da Copa de 50, no Brasil, quando fomos vice-campeões, na que é considerada a maior derrota do nosso futebol, a final contra o Uruguai. Foi técnico sem o mesmo sucesso e faleceu em julho de 2005, aos 84 anos.

4 COMENTÁRIOS

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.