Os mortos, os OVNIs e os eliminados

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O Corinthians foi eliminado ontem da “pré-Libertadores” pelo Tolima, da Colômbia. O estádio Manuel Murillo Toro, onde aconteceu a partida já foi conhecido como “estádio dos mortos”, já que antigamente se chamava San Bonifacio, mesmo nome do cemitério da cidade de Ibagué, o que trazia comentários e superstições por parte da população. Em 1981, como se quisesse fazer jus a esse apelido nefasto, um desabamento na parte superior do estádio causou 17 mortes e deixou mais de 30 feridos.

A cidade de Ibagué também é lembrada pelos casos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). São vários os relatos de moradores dando conta de “pontos luminosos” nos céus da cidade. O torcedor-símbolo do Tolima, time da cidade, é um “bruxo”, com roupas coloridas e chamativas, luzes piscantes e um cetro nas mãos. O personagem Índio Pijão representa a superação por parte dos colombianos quanto ao tratamento pejorativo que recebiam dos colonizadores espanhóis, que os chamavam de “bijãos”.

Mas apesar de todas as maldições que os mortos possam ter feito, poderes que os extraterrestres tenham utilizado ou feitiços que o bruxo possa ter lançado, foram outros os fantasmas que eliminaram o Timão: a obsessão que se tornou a Libertadores para o clube, Ronaldo muito acima do peso e desfocado do futebol, a falta de um substituto minimamente a altura, o empate com o time reserva e rebaixado do Goiás…

Agora, restam as piadas e o Paulistão. E dá-lhe pressão no elenco!

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.