Muller, de velocista a garçom

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Um predestinado, mas com muito talento. Ao longo da carreira, trocou a velocidade, sua principal característica de quando começou a aparecer, pela visão de jogo. Surgiu em 1985, no São Paulo, uma espécie de versão tricolor dos “Meninos da Vila”, numa equipe treinada por Cilinho, conhecida como “Menudos do Morumbi”, e que contava com Silas, Sidney, Careca, Pita, Falcão e outros craques.

Jogou ainda pelos outros grandes de São Paulo: Santos, Corinthians, Portuguesa e Palmeiras. Nesse último, fez parte de uma equipe fantástica, em 96, ao lado de Luisão, Djalminha e Rivaldo, entre outros; que ficou conhecida como o “ataque dos 100 gols”. Nessa fase, já era mais conhecido como garçom, pela facilidade e frequência com que colocava seus companheiros na cara do gol.

Em 20 anos como jogador, conquistou inúmeros títulos, como os cinco Campeonatos Paulista, dois Brasileiros, duas Libertadores, dois Mundiais Interclubes, duas Recopas Sul-americanas, uma Copa dos Campeões Mundiais e, pela seleção brasileira, a Copa de 94. Seu lance capital ao longo da carreira, foi o gol decisivo da partida contra o Milan, que deu o segundo título mundial ao tricolor. Além de ter ocorrido no final do jogo, foi feito meio “sem-querer”, com a bola tocando em seu calcanhar numa dividida e entrando mansamente. Ele merece!

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

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