Mascotes Mineiros

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1908

A paixão pelo futebol sempre me acompanhou, mas é claro que fazer o Futebol-Arte envolve muita pesquisa e leitura, para trazer informações consistentes, verdadeiras e com um olhar mais aprofundado. Algumas vezes me deparo com informações que jamais tinha escutado antes. É o caso dos mascotes mineiros.

Apesar de sempre ter achado curioso os mascotes de América, Atlético e Cruzeiro serem animais, respectivamente, coelho, galo e raposa, imaginei que fosse apenas coincidência. No entanto, encontrei, com surpresa, a interessante história do artista plástico Fernando Pierucetti, mais conhecido como Mangabeira.

Pierucetti nasceu em 1910 e era torcedor do América. Foi professor, jornalista, desenhista e pintor; um dos pioneiros do Modernismo. Sua proposta com a criação dos mascotes, era levar ao povo algo genuinamente brasileiro, em substituição ao Pato Donald e o marinheiro Popeye. As explicações para as escolhas dos bichos também são saborosas. No caso do Atlético, o Galo, foi a associação das cores do galo carijó com as cores do clube; o América, Coelho, pelo grande número de funcionários do clube com esse sobrenome e o Cruzeiro, Raposa, se deve a astúcia do então presidente do clube, Mário Grosso. Ainda há o Jacaré (Democrata de Sete Lagoas), o Tigre (Sete de Setembro), o Zebu (Uberaba) e muitos outros. Até mesmo os juízes estavam representados: eram os ratos (sem comentários). Sua intenção ao criar os mascotes era a de mostrar aos torcedores que era (é) possível haver cordialidade entre as diferentes torcidas. Ironia e gozação sim, ofensas não. Nessa área, ainda há muito o que avançarmos.

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