Roda da Fortuna

3
879

A inversão de expectativas é um dos pontos fortes do futebol… e da vida. Quantas vezes algo parece certo e… escorre pelas mãos no último instante? No momento em que tudo parece perdido, acontece algo e… tudo se acerta. Claro que não é regra. Já falamos aqui sobre o acaso no jogo da vida, mas ficamos devendo falar sobre quanto isso pode ser surpreendente, criar e frustrar nossas esperanças de um instante para o outro. Na última Copa tivemos dois exemplos sensacionais. Hoje, falaremos sobre um desses jogos.

Paraguai x Espanha. Quartas de final da Copa da África – 2010. Segundo tempo. Placar: 0 x 0. Jogo até meio morno até esse momento quando, aos 14 minutos, após cobrança de escanteio, Piqué, da Espanha, puxa Cardozo na área. Pênalti para o Paraguai. Até o polvo Paul deve ter pensado que iria se complicar. “Agora vai” e “Veremos Larissa nua” devem ter passado pela cabeça de todos os paraguaios. “De novo eliminados” e “Jogamos como nunca, perdemos como sempre” devem ter esquentado as cabeças espanholas. O próprio Cardozo foi para a cobrança e…

Casillas, goleiro da Fúria, defende sem sequer dar rebote. Tudo volta a ficar aberto. Cardozo fica desolado.

No lance, e instante, seguinte foi a vez de Alcaraz, do Paraguai, derrubar Villa, da Espanha, dentro da área. Pênalti para a Espanha. Vibração no aquário (e no velho continente). Desespero e angústia no Paraguai. Xabi Alonso bate e marca. Confirma-se o que todos esperavam do lance. Opa, invasão de área e o juiz manda voltar. A decepção volta a ser angústia para os paraguaios. A euforia volta a ser angústia para os espanhóis. Xabi Alonso bate novamente e…

Villar, goleiro paraguaio, defende, dá rebote, mas a bola não entra. Tudo volta a ficar aberto. Qual será o final da história?

O “jogo chato” ficara pra trás e tornara-se emocionante, imprevisível. Os instantes de incerteza e angústia de antes se repetem, mas se antes levavam alguns minutos, agora duram frações de segundos. Um chute a gol é angustiante, explode na trave e vira euforia e decepção, no rebote, mais angústia, no gol, êxtase e frustração. 37 do segundo tempo, Pedro, da Espanha, chuta na trave, ela volta e Villa chuta novamente… a bola ainda bate nas duas traves antes de entrar.

Uns felizes! Uns arrasados! “Por um triz”. “E se aquela bola tivesse entrado?”, “E se o juiz não tivesse marcado?”… e se…?

COMPARTILHAR
Post anteriorJackson do Pandeiro: 1 x 1
Próximo postOpinião de craque sobre craque
Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

3 COMENTÁRIOS

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.