Bota ponta, Telê

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Quando comecei a acompanhar futebol, ainda criança, entre a segunda metade da década de 70 e o começo dos 80, os times jogavam no 4-3-3, ou seja, quatro jogadores na defesa, três no meio de campo e três no ataque. Esses do ataque eram um ponta-direita, um centroavante e um ponta-esquerda. Com o passar do tempo os técnicos passaram a tirar um desses pontas para reforçar o meio de campo, transformando os esquemas em 4-4-2.

Claro que antes disso já havia o chamado “falso ponta”. Dizem que Zagallo foi um dos primeiros a fazer esse papel, lá pelos anos 50. Outro que fazia isso era Telê Santana, na mesma época. Mas o que estava acontecendo era uma “formalização” do novo esquema. Poucos foram os times que não passaram a atuar dessa forma. Com isso, muitos jogos ficaram mais feios, amarrados, truncados, sem aquela coisa franca de antes.

Na Copa de 86, a seleção brasileira treinada por Telê ainda era forte, mas jã não encantava tanto quanto a de quatro anos antes. Nas ruas, havia um clamor pela volta dos pontas. Zé da Galera, de Jô Soares puxava a fila…

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