Didi, o Senhor Futebol

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Estou terminando a leitura do livro Didi, craque que hoje completaria 82 anos de vida. A obra é de Roberto Porto e faz parte da coleção Perfis do Rio. Já sabia que era um craque diferenciado, mas foi bacana conhecer novas passagens sobre sua vida. Eleito o melhor jogador da Copa de 58, recebeu o apelido de Mr. Football da imprensa européia. O livro traz passagens saborosas sobre gols, campeonatos, excursões com o Botafogo, seleção brasileira, a passagem pelo Fluminense, a influência de Dona Guiomar, sua eterna companheira e até uma passagem que eu desconhecia sobre um dossiê racista feito em função de nossa eliminação na Copa de 54. Um dos trechos de que mais gostei fala sobre sua reação quando o Brasil tomou o primeiro gol na final de 58, contra a Suécia. Confira:

“[…] é inesquecível o comportamento de Didi logo após Liedholm abrir o placar com um chute rasteiro no canto direito de Gilmar. Didi foi até o fundo da rede, pegou a bola, colocou-a embaixo do braço e, lentamente, levou-a até o meio do campo para dar nova saída e, de imediato, lançar Garrincha.
No caminho, dizem os jogadores, Didi foi curto e grosso:
– Todo ano eu venho aqui com o Botafogo e posso garantir que esses gringos não jogam nada. Vamos dar uma enfiada neles…”.

Para mim, essa passagem só é comparada ao comentário feito por Garrincha no avião de volta, após o título: “Que campeonato mixuruca, esse… Não teve nem returno…”.

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