O primeiro título a gente nunca esquece

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Esquecer a gente nunca esquece; o problema é que em 1919 nenhum de nós havia nascido e, provavelmente, nem conhece direito essa história. Foi nesse ano que a seleção brasileira conquistou seu primeiro título, Campeão Sul-Americano. Esse título, na época tinha importância equivalente a de uma conquista de Copa do Mundo.

O escritor Coelho Neto, apaixonado pelo Fluminense e pai do multicraque Preguinho, de quem vamos falar em breve, teve papel fundamental, atuando como conciliador entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBD) e a Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) e permitindo que, finalmente, todos os nossos melhores jogadores participassem da disputa.

A campanha: começamos goleando o Chile por 6 a 0, ganhamos por 3 a 1 da Argentina e empatamos com o Uruguai em 2 a 2. No jogo desempate, vencemos o Uruguai por 1 a 0, com o gol sendo marcado por Friedenreich somente na segunda prorrogação. Esse jogo e resultado seriam homenageados por Pixinguinha com um chorinho chamado Um a zero

Na foto, tirada no auditório do Museu do Futebol, em São Paulo, estou ao lado de Amilcar Barbuy Filho, segurando a camisa usada por Amilcar Barbuy, primeiro jogador do Corinthians a ser convocado para a seleção brasileira e grande ídolo também do então Palestra Itália.

Foto de Wanderley Frare Júnior

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

5 COMENTÁRIOS

  1. […] O primeiro título a gente nunca esquece foi o nome de um post já publicado aqui no Futebol-Arte. Desde a chegada de Charles Miller ao nosso país com uma bola de futebol, muitos acontecimentos nos impediram de montar uma seleção com o que tínhamos, efetivamente, de melhor. O Campeonato Sul-Americano de 1919, realizado no Brasil, era a grande oportunidade de conquistarmos nosso primeiro título. O grande craque daquele time era Friedenreich, mas havia outros craques. Apesar disso, a coisa não foi simples. Na final, contra o Uruguai, 2 x 2 foi o placar. Outro jogo foi marcado e, novo empate, dessa vez em 0 x 0. Prorrogação: 0 x 0. […]

    • Oi Maurício,
      Primeiramente obrigado! Sem dúvida temos que valorizar nossa história e isso passa por aproveitar as pessoas que a vivenciaram. Gostei do teu blog e com tempo vou explorá-lo um pouco mais.
      Sinta-se convidado a fazer críticas e sugestões para o Futebol-Arte.

      abraço,
      Ricardo Roca

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