Neto vale 200 “Ribamares”

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Dificilmente você verá novamente aqui no Futebol-Arte algo parecido com o que vou escrever agora: não gosto do Neto, mas que é um baita jogador é! Foi mais ou menos a mesma coisa que ele fez recentemente como Mestre de Cerimônia da festa do centenário do Corinthians quando apresentou Marcelinho Carioca. Me espantei, mas admirei. Devemos mesmo saber separar as coisas.

Neto foi um dos poucos jogadores a atuar nos quatro grandes de SP (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo). Foi também uma das maiores injustiças que já vi no futebol, ao não ser convocado para a Copa de 90, quando era, sem sombra de dúvidas, o melhor jogador brasileiro em atividade. Também ocasionou um dos maiores erros de avaliação que já vi alguém cometer, quando Leão, então técnico do Palmeiras, o envolveu em uma troca por Ribamar, do Corinthians. Basta você tentar responder “Quem é Ribamar?” e “Quem é Neto?”, entenda você de futebol ou não.

Se como jogador já era controvertido e polêmico, agora, como comentarista, falando tudo que lhe dá na telha, a coisa fica bem mais forte. Sem medo de se expor, para o bem e para o mal, costuma dar opiniões definitivas sobre jogadores e placares, sendo desmentido várias vezes pelos fatos. Já o vi dizer que “… o Flamengo não perde mais esse jogo”, aos 42 do 2º tempo. O time levou a virada e… como diria Silvio Luiz, “O que é que eu vou dizer lá em casa”? Mas que batia um bolão, batia…

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.