O Espetáculo de Romário

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Depois de 70, o Brasil não tinha mais conquistado nenhuma Copa. Como único país do mundo a ter participado de todas até hoje, a situação em 93 podia ser chamada de dramática. No último jogo das eliminatórias ainda corríamos o risco de ficar de fora da Copa de 94, nos EUA. O clima geral era parecido com o dessa última, na África do Sul, e as (falsas) discussões de sempre: futebol-arte ou futebol de resultados?

Vínhamos de uma das seleções mais sem graça que já vi o Brasil montar, a de 90, naquilo que ficou conhecido como “Era Dunga”. Nessas eliminatórias, Parreira era o técnico e, apesar de seu currículo montou um time que não encantava. O mundo inteiro e mais um pouco pedia Romário na seleção, mas por alguma razão Parreira não o convocava, o que só fez ao perceber a enrascada que seria não classificar o time pra Copa.

Pois Romário arrebentou nesse jogo com o Uruguai. Fez uma das maiores exibições que vi um jogador realizar. O vídeo mostra bons lances, como o primeiro toque dele na bola nesse jogo, um chapéu num uruguaio aos dois minutos de jogo, algo como um cartão de visitas. A câmera lenta ajuda a visualizar com detalhes a habilidade e genialidade do “Baixinho”, mas o destaque todo é para o segundo gol, já no final do jogo. A inteligência fica explícita e Pelé, então comentarista, é muito feliz ao explicar o lance. Galvão Bueno era o locutor do SporTV e, até hoje, apesar de alguns excessos e de toda a campanha contra, é um dos maiores do país.

Delicie-se!

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