Mané Astaire

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Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos é o nome de um filme delicioso de se ver. Esse documentário brasileiro, de 1998, dirigido por Marcelo Masagão foi premiado no Festival de Gramado, em 2000. Já ouvi alguém dizer que o filme é uma espécie de leitura do excelente livro Era dos Extremos, de Eric Hobsbawn., com colagem de imagens do século XX.

A edição foi muito feliz, trazendo imagens contrapostas, criando metáforas incríveis. A cena de Fred Astaire e Mané Garrincha é inesquecível; mostra leveza na dança e no jogo, naquilo que se faz com prazer e arte. O cabideiro que “contracena” com Fred Astaire parece hipnotizado, como ficavam os que enfrentavam Garrincha. Se não soubéssemos que se trata de um jogo, em que os times são adversários, poderíamos imaginar que tudo é parte de uma grande coreografia, tão perfeita é a “sincronia” entre Mané e seus “Joões”, como ele chamava seus marcadores. Marcadores e cabideiro rodam em vão, sem sair do lugar, sem resultado algum…

No fim das contas, parece que não é nem de dança nem de futebol que estamos falando, mas de magia!

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