Colecionando figurinhas

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Deliciosa a sensação de abrir um novo pacotinho com figurinhas e a expectativa de encontrar algum dos craques que eu ainda não tinha. Na minha época de menino a febre eram os Futebol Cards, com a foto de cada jogador de um lado e informações pessoais e sobre a carreira do outro. Curiosidades, o signo e até o prato preferido dos jogadores eram informações comuns. Diferente das figurinhas “comuns”, essas eram feitas em um papel mais grosso, mais durinho, em formato retangular. Acompanhavam um chiclete Ping-Pong bem açucarado, do mesmo tamanho do card. Soube que na última Copa essa moda voltou, ao menos temporariamente. A novidade é o uso da Internet para facilitar a procura pelas figurinhas que faltam para completar o álbum, coisa que nem sonhava nos anos 70 e 80.

Naqueles tempos ou hoje em dia, o certo é que colecionar figurinha traz muita coisa boa para adultos e crianças. Para as crianças é uma ótima forma de exercitar a generosidade; não foram poucas as vezes em que dei ou recebi uma figurinha importante, mesmo sem ter algo em troca. Trocar figurinhas gera novas amizades, nos faz compartilhar a paixão por um time ou um craque. Hoje em dia, vejo também que é uma das melhores formas para ensinar disciplina à minha filha. Não aquela disciplina chata, burocrática, sem sentido, com cara de quartel general; mas a disciplina de se dedicar a algo com um objetivo, com paciência, aprendendo a lidar com limitações que ela também vai encontrar na vida. Para os adultos, além de resgatar um pouco da infância, certamente ajuda a relaxar diante das atuais jornadas duplas ou triplas de trabalho.

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.