Vô “Quinho” e o começo de tudo

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Desde que me conheço por gente sou apaixonado por futebol. A lembrança mais antiga que tenho relacionada a isso é dos domingos de minha infância, quando íamos, meus pais, meu irmão e eu, visitar meus bisavôs, Joaquim e Adélia.

À tarde, quando minha bisavó colocava a mesa do café, com filão de pão comprado de manhã e “conservado” na geladeira, broa de milho com erva-doce, bolo de fubá, mortadela, manteiga, leite e café, os homens se reuniam lá mesmo, no canto da cozinha, ao redor de um rádio antigo, parecido com esse da foto, para ouvir as transmissões de futebol.

A locução costumava ser de Fiori Giglioti, “o mooooço que veio de Barra Bonita” e os jogos, do Corinthians, time de quase toda a minha família. Na época, ainda criança, a locução acelerada não me permitia entender quase nada do que era dito…

…apenas via aqueles homens importantes, meu bisavô “Quinho”, meu vô “Gusto” e meu pai, como se fossem crianças também, acompanhando e vibrando com aquilo. Me apaixonei!

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

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