Memórias Futebolísticas: Lótus Brum

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Futebol nunca foi um elemento extremamente presente em minha vida, obrigando-me a vasculhar a cachola por bons minutos em busca de memórias sobre o tema. A falta do esporte em minha vida sempre foi algo recorrente, pois a profissão de meu pai o impedia de praticá-lo comigo com certa freqüência e os meus olhinhos sempre brilharam pelas artes marciais, mas se existe algo que eu jamais poderia esquecer, é a Copa do Mundo de 2006.

Morávamos na Vila Militar de Goiânia, capital do Estado de Goiás. Ela era organizada em pequenos prédios de três andares e no dia em questão, todos os meus amigos e colegas militares de meu pai haviam se reunido no térreo, organizado a maior TV que encontraram em suas casas e preparado um belo churrasco, com mesas e cadeiras, camisetas da seleção brasileira, bandeirolas e até mesmo foguetes. A expectativa era de levar o “Hexa” para casa (título que permanecemos aguardando, infelizmente). O jogo era Brasil x França, e fomos presenteados com um a zero por parte dos franceses.

O resultado, apesar de amargo, não foi capaz de apagar a chama do companheirismo de todos aqueles que se encontravam reunidos em uma torcida calorosa e íntima; se por um lado perdemos o jogo, por outro ganhamos um churrasco incrivelmente amigável e divertido, que contou inclusive com uma tentativa falha de soltar um foguete que gerou uma onda de risadas. O futebol, por não ter sido parte fundamental da minha vida, não se resume em amor a clubes ou jogadores e de certa forma, isso é algo que gosto de pensar. Para mim, o futebol representa única e simplesmente a forma de união mais pura e sincera entre amigos ou completos desconhecidos.

Lótus Brum, 19 anos, foi semifinalista duas vezes da Olimpíada de Língua Portuguesa, quer estudar Direito para ser Promotor e apesar de ter nascido no Rio de Janeiro e de morar no Goiás, torce mesmo é pro Internacional, de Porto Alegre.

Texto escrito especialmente para o Blog Futebol-Arte!

#memoriasdofutebol