Na última quinta-feira…

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Na última quinta-feira, com o objetivo de agradar o meu cunhado, que veio da Espanha – corintiano roxo – para passar uns dias no Brasil, reunimos alguns membros da família para irmos todos juntos conhecer o Itaquerão e vermos um jogo do Corinthians pelo Campeonato Brasileiro (Corinthians e Sport).
FamiliaItaquera
No alto, fazendo sinal de positivo, Valmir e Luiz Carlos (pai do blogueiro), na fila abaixo, da esquerda para a direita, Pepe, tio André, tio Miguel (da Espanha) e Ricardo Roca (o blogueiro), na fila abaixo, Andrezinho e Flávio

Daí veio o convite de meu filho (o palmeirense responsável por este Blog) para que eu escrevesse algo a respeito, relembrando alguma coisa do passado e comentando algo a respeito dessa visita que contou com a presença do ilustre alviverde naquela arena que, segundo a Wikipédia, “recebeu avaliação máxima com cinco bolas em conforto, segurança, acessibilidade e condições sanitárias e de higiene nos estádios do pais, além de ganhar o prêmio de melhor projeto de arquitetura do país no ano de 2011”.
ArenaCorinthians
Bem, aproveitando tal convite, já comecei com a propaganda acima para deixar claro que a arena ora em pauta é muito melhor que a do time dele, embora confesse que não conheço a outra.

Bom… falando um pouco do passado, até hoje me arrependo de não ter sido um pai mais rigoroso e não ter convertido o então menino, para que hoje ele, já adulto, não fosse assim tão sofredor.

O erro foi meu ao deixá-lo se envolver em demasia com alguns parentes de imigrantes italianos, meu compadre, o filho dele e principalmente o sr. Humberto, nonno do seu amiguinho) que o levava diariamente à escola e que, acabaram por torná-lo torcedor daquele time, sem que eu lhe desse algumas sovas, conforme fez o pai da historinha abaixo:

– Menino, porque você está chorando?
– O meu pai me bateu.
– E porque ele fez isso???
– É que ele é corintiano e toda vez que o Corinthians ganha um título ele me bate por eu não ter seguido as orientações dele.
– Nossa, que maldade, e o que ele faz quando o Palmeiras ganha um título?
– Sei lá, isso nunca aconteceu, desde que nasci, como vou saber o que ele faria??

Um fato que lembrei e que ocorreu quando ele era pequeno, e que acho engraçado, foi quando, numa noite de quarta-feira, o Corinthians jogava contra o Palmeiras e ele estava ouvindo a partida em um rádio de pilhas, com um fone no ouvido e eu, que estava ao seu lado, assistia TV.

Em dado momento, escutei uma gritaria pela janela do apartamento (eu morava ao lado de uma Delegacia de Polícia com cadeia anexa) e presumi que fosse em decorrência de algum gol do Timão. Daí, pulei comemorando e ele, assustadíssimo, me olhava com os olhos arregalados, imaginando como é que eu, sem estar escutando o jogo, poderia ter tido tal atitude (tinha sido gol do Timão mesmo). Nesse dia, diante de minha “profecia” quase consegui metamorfoseá-lo (será que está certo isso??).

Voltando à visita ao estádio e acompanhamento do jogo da última quinta-feira (08 de setembro), o engraçado mesmo, foi vê-lo comemorar timidamente cada gol do Timão, já que estava cercado de uma torcida inflamada e não podia demonstrar que era palmeirense.
CorinthiansSport
É… foram três sorrisinhos amarelos, com os braços cruzados junto ao corpo e com pulinhos (bem pequenos mesmo), só pra tentar enganar a galera (E o pior: com a camisa alviverde sob a blusa).

Além disso, pude vê-lo, embora não tenha me dito, com o semblante emocionado e com os olhos brilhantes, vendo aquela grandeza e beleza daquele portentoso estádio, bem como, da alegria do “povão”, cantando com sentimento o hino do time, os gritos de guerra, as vaias à torcida e jogadores adversários… etc..

Acho que foi a segunda grande chance que tive (embora tardia) de convertê-lo ao corintinianismo.

DE NOVO NÃO CONSEGUI, APESAR DE AGORA ACHAR QUE FICOU UMA MANCHINHA ALVINEGRA NO SEU CORAÇÃO.

Brincadeiras à parte, a noite foi muito boa, não só pela vitória do meu time, mas principalmente por ter tido a oportunidade de estar ao lado de meu filho (agora já adulto), me acompanhando num evento que não era de seu maior interesse e que nos proporcionou a oportunidade de convivência por alguns instantes, que nos fizeram recordar o passado e trazer de volta uns momentos tão próximos que há muito tempo não ocorriam.

Daí quero deixar aqui registrado o meu agradecimento ao meu querido filho, pela companhia que me fez nesse dia e pelo convite formulado, para que escrevesse algo a respeito nesse Blog que ele cuida com tanto zelo e carinho.

Obrigado filho, TE AMO.

Luiz Carlos Galhardo é ex-auditor, aposentado, corintiano e pai do blogueiro.

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