Os melhores do Brasileirão 2014

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O Blog Futebol-Arte foi convidado para participar da eleição dos craques do Campeonato Brasileiro 2014.

CBF promove 10ª edição do evento que premia os melhores jogadores, o craque do campeonato, a revelação, o artilheiro e o melhor técnico. Vote nos seus preferidos.

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Caros amigos jornalistas,

A CBF convida-os para participar do Craque Brasileirão 2014. Através do seu voto serão escolhidos os 11 melhores jogadores em suas posições do Campeonato Brasileiro da Série A, o craque do campeonato, a revelação e o melhor técnico.

Sua participação é decisiva. Fazem ainda parte do colégio eleitoral os capitães e técnicos dos 20 clubes da Série A e os 23 jogadores, mais os integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira reunidos para enfrentar a Turquia e a Áustria, dias 12 e 18 de novembro.

Muito obrigado.

Confederação Brasileira de Futebol

VOTOS

Goleiro – Victor (Atlético-MG);
Lateral-direito – Mayke (Cruzeiro);
Zagueiros – Gil (Corinthians) e Dedé (Cruzeiro);
Lateral-esquerdo – Carlinhos (Fluminense);
Volantes – Aránguiz (Internacional) e Jean (Fluminense);
Meias – Everton Ribeiro e Ricardo Goulart (ambos do Cruzeiro);
Atacantes – Diego Tardelli (Atlético-MG) e Guerrero (Corinthians);

Técnico – Marcelo Oliveira (Cruzeiro)

Revelação – Gabriel Barbosa (Santos)

Craque do Campeonato – Ricardo Goulart (Cruzeiro)

CONSIDERAÇÕES

Diferentemente de outros campeonatos, nesse não houve alguém que se destacasse de maneira explícita, tornando o voto de craque do campeonato o mais difícil de todos.

Sobre os goleiros, estamos bem servidos e vários poderiam ter sido escolhidos: Marcelo Grohe (Grêmio), Fábio (Cruzeiro), Fernando Prass (Palmeiras) e até uma homenagem a Rogério Ceni (São Paulo) não seria injusta. Nas laterais o problema era o oposto, faltam boas opções; na direita, o concorrente mais próximo do escolhido era Marcos Rocha (Atlético-MG) e na esquerda Zé Roberto (Grêmio), que atualmente quase nem joga mais na posição ou Mena (Santos).

Para a zaga, além dos dois votados, seria possível escolher os reservas, com Rafael Tolói (São Paulo) e Leonardo Silva (Atlético-MG) e mais não havia. Da mesma forma, apesar da profusão de volantes, não se viu muita gente sobressaindo e as opções aos escolhidos jogaram mais com o nome do que com a bola; foi o caso de Elias (Corinthians) e Arouca (Santos).

Do meio para a frente normalmente a oferta é maior, mas a irregularidade foi grande. Valdívia seria minha escolha para uma das meias e até mesmo para o craque do campeonato, mas por sua baixa frequência em campo ficou de fora. Ganso (São Paulo) subiu de produção nessa reta final e deixa uma boa expectativa para 2015, Kaká (São Paulo) também foi muito bem e vai deixar saudades na torcida tricolor. Conca e Wagner (Fluminense), Renato Augusto (Corinthians), Lucas Lima (Santos), D´Alessandro (Internacional), Alex (Coritiba) e Geuvânio (Santos) tiveram lampejos de camisa 10; faltou regularidade.

No ataque, os escolhidos sobraram e ficaram muito a frente de opções que também ficaram devendo em relação aos nomes que carregam, casos de Pato, Luis Fabiano e Alan Kardec (todos do São Paulo), Fred (Fluminense) e Marcelo Moreno (Cruzeiro).

A escolha do técnico é sempre controversa. Há quem diga que “qualquer um” no lugar de Marcelo Oliveira (Cruzeiro) se sairia bem, tão bem montado é o time. Por esse raciocínio, o eleito deveria ser Dorival Jr. (Palmeiras), que vem tirando leite de pedra.

A boa notícia é a quantidade de boas (não ótimas) revelações: Everton (Flamengo), Alisson (Cruzeiro), Carlos (Galo), Nathan, João Pedro, Victor Luis e Renato (todos do Palmeiras), Luan (Grêmio), Daniel (Botafogo), Gabigol (Santos), Erik (Goiás), Malcon (Corinthians) e Douglas Coutinho (Atlético-PR) merecem destaque.

Para a escolha de craque do campeonato, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro seriam escolhas naturais se tivessem mantido o nível de 2013, algo impossível com esse calendário; Ganso pela retomada de seu bom futebol, assim como Kaká por ser acima da média também são sempre candidatos naturais. Conca atuou bem, mas sem brilho e Valdívia brilhou quando jogou, o que aconteceu muito menos vezes do que a torcida palmeirense e os amantes do bom futebol desejavam. Diego Tardelli também se destacou, apesar de algumas oscilações. Nesse cenário, qualquer escolha seria contestada; Ricardo Goulart foi a minha.

De tudo, o que fica é um campeonato irregular, com pouco brilho e emoção. Esperemos as definições finais de classificação e algo melhor para 2015.