Ei, juiz, vai se converter!

2
435

O direito de torcer é (ou deveria ser) sagrado e inalienável. Faz bem ir a um estádio assistir a uma partida de futebol e manifestar-se do jeito que quiser. Xingar o juiz, o bandeirinha, o perna-de-pau do seu time ou o craque do time adversário deveria ser direito adquirido e constar da constituição do país. E sem a necessidade de que isso resulte em uma briga de torcida ou em qualquer outra confusão, tão comum nos nossos dias.

Uma novidade nessa área são as torcidas organizadas evangélicas, cujas bandeiras não trazem figuras agressivas e seus gritos nem podem ser chamados de guerra, são o que eles chamam de “gritos de paz”. Nem palavrão pode, o que deve ser bem difícil em certas situações.

Outra forma de torcer aparece nessa passagem interessante que conto agora. Em São Paulo, virou mania o famoso “CHUPA!” nas janelas dos prédios sempre que Corinthians, Palmeiras, Santos ou São Paulo faz ou leva um gol. No ano passado, quando o Corinthians tomou um gol em jogo da Libertadores, a vibração dos “anti” foi grande. Minha amiga Silvana, elegante que só ela, não se conformou, abriu a enorme janela de sua sala, encheu ou pulmões e gritou: “Seus ressentidos”! Deve ter gente procurando o significado da palavra até hoje…

Viva a diversidade!
No futebol, dentro ou fora de campo, como na vida, a diversidade deve imperar. Cada um cuidando da sua vida as coisas melhorariam 100%. Mulheres, héteros, negros, adolescentes, judeus, homens, orientais, bissexuais, evangélicos, ricos, católicos, crianças, espíritas, pobres, latinos, ruivos, ateus, emergentes, pessimistas, diabéticos… cada um torce como quiser, para quem quiser.

Imagem extraída da Web, autor desconhecido.

COMPARTILHAR
Post anteriorBarcelona x Real Madrid
Próximo postCartãozinho Verde, hoje
Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

2 COMENTÁRIOS