Guarani, de Campinas

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O Bugre, como é conhecido o time de Campinas, vai entrar para o clube dos centenários no próximo dia 02 de abril. Minha primeira lembrança vem do final da década de 70, quando o Guarani montou um timaço: Neneca, Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos e Zenon; Capitão, Renato, Careca e Bozó. Naquela época, os dois clubes da cidade eram máquinas de revelar talentos e disputavam de igual para igual com os grandes da capital e de todo o Brasil.

O nome do clube é uma homenagem à ópera O Guarani, de Carlos Gomes, que por sua vez se baseou no romance homônimo de José de Alencar. Apesar da realização em 1º de abril, a data oficial de sua fundação foi adiada para 02 de abril, para evitar brincadeiras com o dia da mentira. Seu mascote é um índio e suas cores, verde e branco.

O time campeão brasileiro de 78, disputou a final contra o Palmeiras, de Leão e Jorge Mendonça. Me lembro de ouvir pelo rádio que o experiente goleiro Leão havia feito um pênalti infantil no menino Careca, com então 17 anos. Finalmente (e até hoje apenas dessa vez) o interior ganhava status de campeão brasileiro.

O estádio do time é chamado de Brinco de Ouro da Princesa, nome dado pelo jornalista João Caetano, do Correio Popular, que viu semelhanças entre o projeto do estádio, inaugurado em 53, com um brinco. Como Campinas é conhecida como a “Princesa D´Oeste”, ficou fácil chegar ao charmoso nome.

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

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