Rivellino, um craque singular

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Patada Atômica ou Reizinho do Parque, o fato é que Rivellino foi um dos maiores jogadores do futebol brasileiro. Surgiu no Corinthians e, em tempos de Rei Pelé, logo se tornou a esperança maior de uma torcida que há mais de 10 anos não ganhava um título; daí o apelido de Reizinho do Parque (São Jorge). Suas principais características foram trazidas dos tempos em que jogava futebol de salão, um chute fortíssimo e dribles de muita habilidade, com destaque para o elástico, já mencionado aqui. O bigodão e seu medo de cobrar pênaltis também eram marcas registradas.

Minha lembrança é menos por sua passagem por Corinthians e Fluminense, onde paticipou da chamada Máquina Tricolor, e mais por suas atuações pela seleção brasileira. Me recordo de uma partida no Oriente Médio, em um campo de grama sintética, contra algum país árabe. O Brasil goleou e em alguns momentos, os jogadores não corriam. Caminhavam calmamente com a bola nos pés, comandados por Riva, e trocavam passes até chegar à área adversária. Fiquei surpreso com o que parecia um jogo entre um time do colegial e outro de crianças de 6 anos.

O apelido Patada Atômica, logicamente se deve à força de seu chute. Se não ganhou tantos títulos quanto merecia, era ídolo de ninguém menos que Maradona e meteu uma bola entre as pernas de Beckenbauer, dois troféus pra ninguém botar defeito. Completa hoje 64 anos.

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Ricardo Roca
Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração de Empresas, ambos os cursos pela ESPM, atualmente cursando mestrado em Linguística. Professor universitário, sócio da Roda Fiandeira, consultor nas áreas de comunicação e marketing e apaixonado por futebol e arte.

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